Havia um segundo tempo no caminho do Coritiba
O Coritiba foi até Salvador na noite desta quinta-feira (25) e de lá traz uma derrota para o Vitória na bagagem. Resultado que se analisado friamente não foi dos piores, visto que uma vitória simples (como se vencer fosse simples) classifica a equipe na volta. No entanto, o tropeço só aconteceu por uma capacidade incrível do Coxa de não saber ganhar.
A equipe alviverde foi imponente, soberana, dominante desde os primeiros minutos de jogo. Muito superior ao Vitória, fez da Fonte Nova vazia um estádio ainda mais neutro. Marcação pressionando e bem encaixada, velocidade extrema com a bola, jogo vertical no último terço do campo. Criou e empilhou chances de gol. Chances desperdiçadas de gol.
Uma, duas, três, quatro… e contando. É verdade que o árbitro não marcou um pênalti cristalino em Kléber. É verdade também que o Gladiador poderia e deveria ter metido para o gol antes de sofrer a penalidade não marcada. Os Deuses do Futebol ainda se mostraram ao lado do Verdão quando o árbitro marcou mão de Evandro na área e Kieza desperdiçou a chance da marca da cal. No final do primeiro tempo, Evandro colocou a bola na rede após cruzamento de Dodô, fez justiça ao placar e deixou o Coxa a um passo de uma vitória importante.
Mas havia um segundo tempo. Do intervalo, parece que só o Leão voltou a campo. O Coritiba deve ter ficado no vestiário, já que não foi visto em campo. O Rubro-negro controlou a bola, partiu para cima em um ritmo 10x mais acelerado que o Alviverde e atropelou. Virada que começou com o empate vindo dos pés de Diego Renan em pênalti mal assinalado pelo árbitro. O segundo gol em falha coletiva da defesa, evidenciada pelo erro crasso de Luccas Claro na área.
De um primeiro tempo em que poderia ter ido para o vestiário vencendo por pelo menos 3 a 0, o Coritiba sai de campo com uma derrota por 2 a 1. Resultado que se deu pela incapacidade de colocar a bola na rede nas chances criadas e pela postura inacreditável da etapa final. Uma equipe abatida, que não conseguiu mais encaixar a marcação, cedeu a posse de bola ao adversário e foi castigada. Não soube fazer mais que 1 a 0, tentou segurar o 1 a 1 e se contentou com o 2 a 1 adverso.
Para quem não sabe ganhar, só resta a derrota. Não há empate para quem abdica de buscar a vitória. O resultado é terrível pelo que poderia ter sido, mas não é dos piores pelo que ele realmente é. Uma vitória simples dá a classificação ao Verde na volta. Mas quando vencer é simples?
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