Londrina parcela suas dívidas; Cinco ações ainda não foram julgadas
O Londrina que em 2009 foi o primeiro clube do Brasil a sofrer um intervenção judicial total, pois em 2006 ele já tinha sofrido uma intervenção parcial. Neste período, o LEC foi rebaixado para a segunda divisão do Paranaense e quase caiu para a terceira em 2010. No ano seguinte, o então gestor do Iraty, Sérgio Malucelli assumiu o Departamento de Futebol do Tubarão em um contrato de 10 anos. Um novo Conselho de Representantes tendo Cláudio Canuto como presidente, foi eleito depois da intervenção judicial e começaram a negociar as dívidas, que passavam dos R$ 26 milhões.
Hoje, a situação do Londrina dentro e fora dos gramados é totalmente diferente, foi recentemente campeão estadual (2014), volta a Série B e a disputar a Copa do Brasil. O atual presidente, Felipe Prochet recentemente aderiu ao PROFUT (Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro). “O valor é de aproximadamente 2 milhões e 90 mil, tem algumas contas que foram parcelados em até 180 meses, nós aderimos ao último prazo do PROFUT, pois a CBF começou a exigir que os clubes apresentassem suas certidões negativas para a disputa do campeonato, o Londrina hoje está com todas as contas parceladas. Já tinha aquelas outras contas parceladas, de uns dois anos atrás e agora aderimos ao PROFUT faz uns 15 dias”, afirmou Prochet.
Mesmo com estes parcelamentos, ainda existem cinco ações, sendo quatro trabalhistas e uma popular, para serem julgadas. Hoje a principal receita do Londrina vem através da Timemania, onde o LEC tira por volta de R$ 50 mil por mês, com os novos parcelamentos, o Tubarão terá um custo de aproximadamente R$ 65 mil mensais, está diferença será custeada pelo gestor Sérgio Malucelli.
Além do pagamento de dívidas, o Londrina com o dinheiro arrecadado está fazendo obras no Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD), onde dentro de um mês, pode ser inaugurado o museu do clube e também a primeira loja oficial do Tubarão. Segundo Prochet, faltam detalhes para terminar estas obras. Também em fase final no VGD, estão os alojamentos para cerca de 70 atletas, onde algumas categorias de base podem se instalar no estádio.
Outra receita muito bem vinda ao LEC, é o valor que clube formadores recebem com transferência de atletas. O último que rendeu dinheiro para o Londrina, foi o lateral-direito Rafinha, que hoje está no Bayern de Munique, na Alemanha, a diretoria alviceleste teve que entrar com uma ação na FIFA, para receber cerca de R$ 300 mil. Outro jogador que o Londrina já entrou com ação na entidade mundial do futebol, é do atacante Alan, que hoje defende o Guangzhou, da China. Em sua transferência no ano passado, de 11,1 milhões de euros, o LEC deve receber um valor pela venda de cerca de R$ 600 mil reais.
Atualizado às 12:11 de 16/08
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Jefferson Bachega
Jornalista, formado na Unopar em 2015. Nasci e moro em Londrina. Apaixonado por esportes. Gosto de praticar aquele futebolzinho de final de semana. Futebol não é apenas um esporte, mas sim uma forma de viver.


