A rota dos estádios perdidos no interior do Paraná - Parte II

Em janeiro foi publicada a primeira edição desta matéria especial para o Redação em Campo sobre os estádios perdidos - ou esquecidos, no interior do Estado do Paraná. Muitos deles já foram palcos de grandes jogos e hoje padecem, seja pela falta de equipes locais ou pela participação das então “tradicionais” equipes em divisões de menor expressão. Para esta segunda edição, escolhemos cinco estádios que já tiveram seus dias de glória (até a virada dos anos 2000) e hoje estão esquecidos pela torcida, pela imprensa e são relembrados apenas pelos amantes do futebol. As cidades escolhidas foram Goioerê, Jandaia do Sul, Santo Antônio da Platina, Telêmaco Borba e Umuarama.
Estádio Antônio Massarelli

Foto: Tiago Valenciano.
O Estádio Antônio Massarelli está localizado na cidade de Goioerê, próxima a Campo Mourão e Umuarama. Com capacidade indicada na época em que recebia jogos oficiais para 5 mil pessoas, o estádio pode receber aproximadamente 3 mil. De propriedade da Prefeitura Municipal, a glória do Massarelli foi no início dos anos 1990, quando o time local (o Grêmio Goioerê) foi campeão paranaense da segunda divisão em 1990 e chegou a disputar a primeira divisão por 3 oportunidades. Com o rebaixamento e o fim da equipe, o AFA de Umuarama chegou a mandar alguns jogos da segunda divisão do Paranaense em 2008 no estádio. Massarelli foi Vereador, sendo Presidente da Câmara Municipal de 1975 a 1976.
Estádio Hermínio Vinholi

Foto: Arquivo/Tiago Valenciano.
Palco que recebia os jogos do “Caçula da Especial” - O Jandaia Esporte Clube, o Estádio Hermínio Vinholi ainda conserva as cores da equipe local: o amarelo e o preto. Datado da década de 1960, o estádio viu o Jandaia conquistar três vezes a segunda divisão paranaense em 1966, 1969 e 1994, quando disputou a primeira divisão por mais duas oportunidades (1995 e 1996) até se licenciar do futebol profissional. No futebol amador, o Jandaia ainda venceu 7 vezes o campeonato da Liga Desportiva de Maringá. O nome do estádio faz referência ao ex-prefeito da cidade por duas ocasiões.
Estádio José Eleutério da Silva

Foto: Luiz Romano.
Tradicional palco do futebol no Norte Pioneiro do Paraná, o Estádio José Eleutério da Silva abrigava os jogos da Platinense, equipe que sempre aprontava para as grandes equipes do Estado, principalmente na década de 1980. Desativada nos anos 2000, a Platinense esboçou uma volta ao futebol profissional em 2011 e 2013, participando apenas da terceira divisão do Paranaense. Inaugurado em 1959, o estádio passou por uma reforma, em 2015, do gramado e da pintura das arquibancadas, que conservam dois bonitos lances ao longo das linhas laterais, além de dispor de sistema de iluminação. A propriedade é da Prefeitura Municipal de Santo Antônio da Platina. A capacidade aproximada é de 5 mil espectadores.
Estádio Péricles Pacheco da Silva

Foto: Neguinho-Futsal.
Diferentemente do Clube Atlético Monte Alegre (o CAMA), campeão Paranaense de 1955 que mandava seus jogos em outro estádio, o Estádio Municipal Péricles Pacheco da Silva abrigou situações inusitadas no futebol paranaense. Na década de 1990 recebeu o Mixto Bordô Futebol Clube, que foi convidado a disputar a primeira divisão em 1997. Com a péssima campanha, a equipe foi rebaixada diretamente para a Terceirona no mesmo ano e disputou a segunda divisão em 1998. Em seu lugar surgiu o Telêmaco Borba Esporte Clube, campeão da Terceirona em 1999 e que permaneceu ativa até 2002, quando encerrou as atividades. Péricles Pacheco da Silva foi prefeito de Telêmaco Borba, articulando na fundação do município. Também foi Deputado Estadual. Hoje o estádio encontra-se utilizado apenas para jogos amadores e de categorias de base. Tem a capacidade aproximada para 5 mil espectadores.
Estádio Lúcio Pepino

Lúcio Pepino, de Umuarama. Foto: Tiago Valenciano.
O “Gigante da Baixada” como é conhecido o principal estádio de Umuarama é utilizado atualmente para jogos amadores. O estádio quase foi doado a uma empresa local em 2015 e sofreu com incêndios em 2016, principalmente na grama que cresceu nas arquibancadas. Apesar de contar com as torres de iluminação, o estádio não conta esta possibilidade atualmente. Abrigou jogos da AFA Umuarama, criada em 2006 e que disputou a Terceirona em 2011 e do Tigrão, de 2007, que chegou a ter Viola, tetracampeão mundial no elenco. Na década de 1970 recebia os jogos do Umuarama FC, que inclusive chegou a disputar um amistoso com o Flamengo. A capacidade do Lúcio Pepino é de 7 mil espectadores.
.
Preserve o jornalismo e cite a fonte ao copiar. Se diploma não vale nada, a ética deve servir. Pelo bem do jornalismo. Equipe Redação em Campo.


