Despedida do United na Premier League tem um facho de luz em meio à escuridão
Um desastre, assim foi a temporada do Manchester United, nada menos que isso. Para quem investe como foi investido pelo clube, uma eliminação na fase de grupos da Champions League e o fracasso em buscar a vaga para a próxima edição da competição são estrondosos fracassos de objetivos finais.
Dentro de campo, mais que os resultados finais, as apresentações da equipe foram ainda mais desastrosas. Um time sem qualquer padrão, com uma defesa que se mostrou vulnerável em momentos decisivos e um ataque ineficiente. Jogadores e torcedores insatisfeitos, Louis van Gaal na corda.
O treinador falou ao fim do último jogo do time na temporada em Old Trafford. Se dirigiu ao centro do gramado e agradeceu, no discurso já tradicional de final de época. Falou em tom de despedida, não deve mesmo voltar ao Teatro dos Sonhos no comando dos red devils.
Na última partida da equipe na Premier League, no entanto, um facho de luz em meio à escuridão da temporada. Não foi Rashford, revelação do ano, ou Martial, que parece fazer fazer as cifras gastas em sua contratação. O facho de luz na despedida do time de Old Trafford em 2015/16 foi Wayne Rooney.
Grande símbolo do Manchester United nos últimos anos, o atacante, que já foi centroavante, não é mais um, ou outro. Shrek pediu para mudar de posição, tornar-se, como ele mesmo deseja, um “Scholes”. Atuou recuado, à frente dos volantes, jogando de área à área. E jogou muito.
Excelente atuação do jogador, que sofreu com lesões e falta de sequência no ano. Posição em que o United se vê carente há algum tempo, tem um novo candidato a titular. Wayne Rooney fez gol, deu assistência e fez o jogo fluir em sua volta. Wayne Rooney mostra que está pronto para iniciar uma nova etapa em sua carreira e está apto para exercer uma nova função com a maestria de sempre.
Um facho de luz para o United, seus torcedores e o provável novo técnico do time, que ao que tudo indica será José Mourinho. Uma velha novidade aparece em Old Trafford. O fenômeno Rooney, que antes de se aposentar ainda fará pelo menos uma partida como zagueiro, e se duvidar como goleiro, agora tem novo posicionamento. Sorte do Manchester United, sorte da seleção inglesa. Sorte do futebol.
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