Grêmio, Palmeiras e uma noite de adeus à Libertadores
Não. Nada do que está nestas linhas a seguir é definitivo. No futebol nada é definitivo. Mas digo que a noite de quarta-feira, 9 de março de 2016, marcou o adeus de Grêmio e Palmeiras da Libertadores. Foram apenas três partidas da fase de grupos da competição, fim do primeiro turno, e arrisco dizer que os dois times brasileiros selaram suas eliminações com os resultados desta noite.
O empate diante do San Lorenzo, na Arena do Grêmio, evidenciou uma grave falha de planejamento no Tricolor gaúcho. A imprensa local informou que os titulares do time não treinaram em campo após o Grenal visando a preparação para a partida contra os argentinos. Absurdo. Em campo, além da ausência de Miller Bolaños, outra consequência da utilização de titulares no clássico apareceu, o desgaste físico. Já sem pernas, a equipe sofreu ainda com as substituições equivocadas de Roger Machado, que desmontou o meio-campo gremista no segundo tempo.
Roger Machado errou feio nas substituições. Foto: Divulgação/ Grêmio.
Enquanto o Grêmio tropeçava em sua Arena, o Palmeiras vivia uma noite ainda mais terrível na sua. Com o Allianz Parque lotado mais uma vez, o time paulista viu o Nacional fazer um, dois gols, e abrir vantagem no final do primeiro tempo. Uma expulsão exagerada do árbitro e um gol de Gabriel Jesus antes do apito final do primeiro tempo acenderam as esperanças dos palmeirenses. Na etapa final, a falta de criatividade da equipe não permitiu que o time aproveitasse a superioridade numérica para buscar o resultado.
Dois tradicionais rivais da década de 1990, Grêmio e Palmeiras buscam reviver seus dias de glória 20 anos depois. Na noite desta quarta, os clubes se viram ligados, mas pelos tropeços. Ainda é cedo e matematicamente, é claro que há chance de as duas equipes avançarem ao mata-mata como líderes de suas chaves. Pela tabela e as dificuldades que virão pelo caminho, digo que Tricolor e Alviverde estão eliminados da Libertadores.
Integrante do grupo 3, o Palmeiras precisa buscar pontos longe de casa contra Nacional e Rosario Central para não ver sua participação na Libertadores acabar nesta fase. Já o Grêmio, se quiser avançar no grupo 6, tem que vencer o San Lorenzo na Argentina e ainda buscar pelo menos um ponto na altitude de Quito.
É possível? Claro que é. É provável? Não.
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