Primeira Liga decide confrontar CBF
Na tarde desta terça-feira, 1º, dirigentes da Primeira Liga se reuniram no Rio de Janeiro e definiram uma série de propostas que será enviada para a Confederação Brasileira de Futebol. Entre as exigências, está a reivindicação para assumir o controle do Campeonato Brasileiro, das séries A e B. Aproveitando o momento de instabilidade política da entidade máxima do futebol brasileiro, os 15 clubes da Liga (sendo 11 deles da primeira divisão) acreditam ser a hora perfeita para a realização de mudanças, que do ponto de vista da organização de clubes, será benéfica para todo o futebol brasileiro.
O manifesto traz outras 10 sugestões de reforma e ação da confederação, tratando de assuntos políticos, de transparência, e até mesmo financeiros, pedindo que o avião de propriedade da CBF seja vendido, e a renda revertida para um fundo de desenvolvimento do futebol nacional. A CBF ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.
Confira abaixo o manifesto na íntegra:
1. Sistema eleitoral. Candidatos à presidente necessitariam do apoio de 5 entidades, entre clubes e federações, para inscrição no processo eleitoral.
2. Transparência. Contratação imediata de uma empresa de auditoria (big four) para análise de todos os negócios e contratos da CBF a fim de apurar as suspeitas de corrupção.
3. Proibição de cumulação de cargos. Impossibilidade de detentores de mandato eletivo e ocupantes de cargos na administração pública, federações e clubes de participarem da Presidência e Diretoria da CBF.
4. Apoio ao futebol. Venda imediata do avião da CBF e destinação dos recursos arrecadados a um fundo de desenvolvimento do futebol.
5. Política salarial. Proibição quanto a fixação do salário de presidente pelo próprio presidente, definição da remuneração por empresa independente e publicação de salário da presidência e diretoria.
6. Legalidade. Reconhecimento do direito dos clubes da série A e B de participarem da assembleia administrativa da CBF, segundo o disposto na Lei 13.155
7. Ética. Criação de um conselho de ética formando por pessoas independentes e reconhecidas nacionalmente por suas posturas profissionais, com ampla liberdade de investigação.
8. Liga. Reconhecimento do direito dos clubes criarem a liga nacional para a gestão das duas principais séries do futebol brasileiro a partir de 2017.
9. Gestão. Definição de critérios rigorosos de ética na análise da elegibilidade de concorrentes a cargos eletivos e da admissibilidade no provimento dos cargos executivos e técnicos.
10. Compras e patrocínios. Adoção de manual de procedimentos para a compra de produtos ou serviços, bem como para a negociação de patrocínios, que estimulem a competição e a transparência.
Preserve o jornalismo e cite a fonte ao copiar. Se diploma não vale nada, a ética deve servir. Pelo bem do jornalismo. Equipe Redação em Campo.
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Yuri Casari
Jornalista formado em 2014 pelas Faculdades OPET, repórter e produtor de esportes na TV Educativa entre 2012 e 2014, blogueiro nos sites Escrevendo Futebol e Doentes por Futebol. Agora também no Redação em Campo.


