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“Arenização” necessária dos estádios paranaenses

Publicado em 08/01/2016 às 15:22 Por Tiago Valenciano
estádios
Arena da Baixada é o modelo no Paraná da chamada "arenização". Foto: Danilo Borges/Portal da Copa 2014

A última Copa do Mundo - o torneio mais importante de futebol do mundo, foi realizada no Brasil. As discussões sobre “a copa das copas” sempre era a mesma: “ao invés de investirmos em estádios, é melhor investirmos em saúde”; “é melhor cancelar a copa e cuidarmos da educação do nosso pais”; “o orçamento para a construção dos estádios já ultrapassa o dobro do valor inicial”. Frases como estas eram repetidas constantemente pela população e nos canais da imprensa esportiva do Brasil. Mas, qual foi o legado dos estádios da copa na prática?

Um levantamento divulgado nesta semana pela empresa BDO Brasil, especializada em consultoria, mostra que a arrecadação em bilheteria foi recorde no Campeonato Brasileiro do último ano: R$ 236 milhões de reais arrecadados. Há 10 anos, no Campeonato Brasileiro de 2006 o valor era de R$ 52 milhões de reais. O aumento significativo deve-se ao valor do “ticket médio”, isto é, a média do preço cobrado pelos ingressos nos estádios, que chegou a R$ 40,00 em 2015.

O fator curioso demonstrado pela BDO Brasil é o ranking dos estádios com maior média de público do país na última temporada. Os melhores colocados são estádios novos ou reformados, que eram obsoletos e passaram a integrar o estilo “arena europeia”: cadeiras confortáveis, acesso fácil, arquibancada próxima do gramado e muita modernidade.

A Arena da Baixada foi a 12ª colocada em média de público em 2015. Fonte: BDO Brasil/Sportv

A Arena da Baixada foi a 12ª colocada em média de público em 2015. Fonte: BDO Brasil/Sportv

Se verificarmos o gráfico, apenas os estádios Morumbi (São Paulo-SP), Pacaembu (São Paulo-SP), Couto Pereira (Curitiba-PR), Ilha do Retiro (Recife-PE), Orlando Scarpelli (Florianópolis-SC), Vila Belmiro (Santos-SP), Ressacada (Florianópolis-SC), São Januário (Rio de Janeiro-RJ), Serra Dourada (Goiânia-GO) e Moisés Lucarelli (Campinas-SP) aparecem na lista dos melhores colocados em média de público que não são as chamadas “arenas”, ocupando também as últimas posições.

Este levantamento demonstra-nos duas tendências do torcedor de futebol da atualidade: 1) o torcedor deseja ir ao estádio ver mais que um jogo de futebol, mas sim um espetáculo. Para isto, o torcedor deseja um estádio com cobertura, com boas e modernas lanchonetes, com banheiros limpos, bom acesso por transporte público ou estacionamento amplo (e barato) e a possibilidade de levar a família ao estádio, com conforto e segurança; 2) a tendência da “arenização” leva um público mais diferenciado aos estádios, inclusive as famílias, citadas acima e, consequentemente, aumenta a probabilidade de elevar a quantidade de público. Aliado a isto, os programas de sócio-torcedor que, pelo visto deslancharam em 2015, mostram como os clubes devem agir: facilidade de ingressos e presença do torcedor garantida nos estádios.

O Paraná parado no tempo

Diante destes números e do inegável sucesso das “arenas”, questionamos então: por quê o Campeonato Paranaense não atrai o público? óbvio que não podemos compará-lo ao certame nacional. Tampouco podemos nos afastar da crítica importante que o fenômeno das arenas tornou os estádios mais chatos. Mas uma das respostas está aí: é preciso modernizar os estádios do Paraná para, então, tentar atrair o torcedor, acostumado a assistir no conforto de sua casa o Campeonato Paulista, o Carioca ou o Gaúcho, tratando-se especialmente da população do interior do Estado.

A tabela abaixo demonstra a data de inauguração e a capacidade dos estádios das equipes que irão disputar o Campeonato Paranaense de 2016:

EstádioMunicípioCapacidadeInauguração
Arena da BaixadaCuritiba40.3052014
Major Antônio Couto PereiraCuritiba40.5021932
Arnaldo Busatto (Olímpico)Cascavel30.0001982
Do ABCFoz do Iguaçu6.4001980
Ecoestádio Janguito Malucelli Curitiba3.5002007
Jacy Scaff (do Café)Londrina30.0001976
Regional Willie DavidsMaringá21.0001976
Germano KrugerPonta Grossa13.0001941
Durival Britto e Silva (Vila Capanema)Curitiba17.1401947
Ubirajara MedeirosCornélio Procópio4.0001970
Fernando Scharbuh FarahParanaguá10.0002004
14 de DezembroToledo12.0001967

Se analisarmos as estruturas e a inauguração , podemos notar que a maioria deles surgiu entre o final da década de 1960 e o início da década de 1980. Ou seja, neste período de 15, 20 anos, a maioria dos estádios foi inaugurada e, provavelmente por falta de continuidade dos clubes locais e por conta do baixo orçamento que o esporte tem nos orçamentos públicos, a modernização dos palcos do Paranaense de 2016 ficou no passado.

Apenas a Arena da Baixada, estádio da Copa do Mundo no Paraná atende ao perfil das “novas arenas”. Mesmo com as recentes reformas, a estrutura do Couto Pereira ainda não comporta o “padrão arena”, muito em virtude das arquibancadas descobertas. O mesmo vale para a Vila Capanema - que não conta com cadeiras na maioria das arquibancadas e tampouco cobertura, do Ecoestádio Janguito Malucelli (apesar das cadeiras, não há cobertura das arquibancadas) e do popular “Caranguejão”, em Paranaguá.

Casos como o Willie Davids (que apesar da reforma ainda carece no quesito conforto), do estádio do Café, que passa pela troca do gramado - mas com boa parte da torcida sob as intempéries, do 14 de Dezembro, do Germano Kruger, do Olímpico de Cascavel, do ABC e do Ubirajara Medeiros, todos com estruturas antigas e ainda inadequadas para os padrões atuais de sucesso das “novas arenas”.

O que encontramos muito nos estádios do interior do Paraná é a falta de estrutura mínima, em geral: maioria das arquibancadas descobertas, lanchonetes com bebida e comida de baixa qualidade e alto custo, banheiros sem as condições mínimas de uso e situação precária do espaço oferecido à torcida visitante. Isso sem citar os setores de imprensa, que dificultam muito a atuação da cobertura jornalística do futebol.

As alternativas de futuro

Além, é claro, da fidelização do público com os programas de “sócio-torcedor”, os estádios paranaenses precisam urgentemente de reformas estruturais. O caso dos clubes da capital (sobretudo o Coritiba) parece menos complicado, uma vez que a parceria com empresas de interesse na exploração dos naming rights pode atrair investimentos. No interior a saída parece a mesma: as chamadas parceria público-privada (PPP) ou até mesmo a concessão dos espaços pelo poder público pode otimizar os estádios, ofertando um local para shows e espetáculos diversos (mesmo nas menores cidades, que carecem destes espaços).

Pode parecer utópico esta sugestão de concessão ou “arenização” dos estádios do interior. O fato é que o futebol paranaense fica cada vez mais atrasado em relação aos demais e, a atração de um bom público passa pelo bom futebol apresentado pela equipe da casa, por um bom preço dos ingressos e pelos atrativos dos estádios - algo que o Palmeiras comprovou durante todo o 2015. Aliar futebol a um espetáculo de entretenimento é uma das soluções para atrair novos torcedores, que vão gastar mais e, consequentemente, auxiliar as equipes interioranas.

 

 

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Tiago Valenciano

Tiago Valenciano é Cientista Político por formação, mas apaixonado por futebol. Pesquisador sobre estádios de futebol, acompanha o futebol paranaense desde 2005.

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