Os 11 anos do Metropolitano no Catarinense em dados e estatísticas

O Metropolitano foi fundado no ano de 2002 e disputou seu primeiro Campeonato Catarinense em 2005, de lá para cá o clube alviverde não saiu mais da primeira divisão do futebol do Estado, competição da qual ainda não conseguiu ser campeão, mas que já conta com uma história de mais de uma década de incômodos aos maiores times de Santa Catarina.
Neste ano de 2016, o Metropolitano entra na 12ª disputa consecutiva do Catarinense, buscando alcançar um novo patamar e passar a frequentar o rol dos campeões. Nesta matéria especial, o Redação em Campo traça a trajetória do Metrô desde a sua primeira participação no Catarinense com muitos números, gráficos e estatísticas.
2005
Após duas tentativas, o Metropolitano enfim estreava na primeira divisão de Santa Catarina, ainda com o antigo escudo, o clube blumenauense fez seu primeiro jogo diante do Joinville, na recém-inaugurada Arena Joinville. Na maior cidade do Estado, o Metrô não fez feio e arrancou um empate do JEC. O primeiro gol foi marcado por Diego Viana, que foi quem marcou o centésimo gol da história do Metropolitano e foi o artilheiro da equipe no Catarinense de 2005, com sete gols.
Na 2ª rodada, um novo empate, por 1 a 1, diante do Lages, no Estádio do Sesi, assim como na 3ª rodada, quando empatou em 0 a 0 contra o Tubarão, fora de casa. A primeira vitória só aconteceu na quinta e última rodada do 1º turno e foi em pleno Heriberto Hülse, por 1 a 0, contra o Criciúma. Naquele ano, o Metropolitano terminou o Catarinense na 7ª colocação.

Segundo escudo a ser usado pelo Metropolitano em sua história. Imagem: Reprodução
2006
No ano seguinte, o Metropolitano melhorou uma posição no Campeonato Catarinense e conseguiu e, apesar de não ter tido nenhum jogador entre os artilheiros da competição, teve um doa destaques do certame, o meia Richardson, responsável por um gol de placa na goleada contra o Brusque por 4 a 2, no Sesi. O meia se livrou de quatro adversários antes de tocar na saída do goleiro adversário e cair de vez nas graças da torcida. Naquele ano, a vaga nas semifinais não veio por uma vitória do Metrô. Nesse mesmo ano, Richardson alcançou a marca de maior artilheiro do Metropolitano até então, ao lado de Diego Viana, ambos com 19 gols.
Veja o gol marcado por Richardson:
2007
O terceiro ano do Metropolitano na elite seguiu a tendência dos anteriores e teve o tive no meio da tabela ao final da competição, na 8ª colocação. Nesse ano o Metropolitano já não contava mais com Richardson, mas tinha as esperanças depositadas em Cairo, que só jogou no 2º turno devido a uma lesão. No mais, a equipe não teve muitos destaques e o campeonato de 2007 serviu apenas para garantir o time na elite do ano seguinte.
2008
Foi nesse ano que o Metropolitano estreou o novo escudo, no formato ovalado, muito similar ao atual. A nova identidade parece ter dado poderes ao Metrô, que além de ter feito uma excelente campanhas, ainda teve dois jogadores na lista de principais artilheiros, os atacantes Aldrovani e Leandrinho, com dez gols cada um. Naquele ano, o Metropolitano terminou o Catarinense na 4ª colocação, a melhor da história até então. E um detalhe na disputa de 2008 coincide com o campeonato de 2016, o Metropolitano não pôde utilizar o Estádio do Sesi naquele ano, por motivo de reforma e foi obrigado a jogar em Timbó. Mesmo longe de casa o Verdão conseguiu uma sequência de 11 jogos sem perder e ficou entre os quatro melhores do Catarinense, alcançado assim, pela primeira vez, uma vaga em uma competição nacional, a Série C do mesmo ano.
2009
O ano de 2009 foi difícil para o Metropolitano, com o Campeonato Catarinense sendo disputado por dez equipes, o Verdão ficou na oitava colocação, três pontos a frente do Marcílio Dias, primeiro rebaixado daquele ano. A campanha do 1º turno foi tão ruim que o time terminou na última colocação, sem vitórias e apenas quatro pontos conquistados. A recuperação teve que ser conquistada jogo a jogo no 2º turno, fase em que o Metropolitano acabou em 3º, com 17 pontos, o que não suficiente para a classificação à 2ª fase. Apesar disso tudo, o Metrô teve um dos artilheiros do campeonato, o atacante Acelora, que marcou dez gols. Além disso, foi o ano da estreia do atual escudo do clube, em formato oval, com o nome grafado no emblema.
2010
2010 foi um dos anos da virada para o Metropolitano. A meta era esquecer 2009 e, ao que parece, foi o que aconteceu, o time conquistou a vaga para a semifinal do 1º turno, quando parou diante do Joinville. No 2º turno o time caiu um pouco de rendimento e terminou na sexta colocação, o que, no entanto, foi suficiente para garantir a vaga do time na Série D do mesmo ano, competição na qual o Verdão foi eliminado na 2ª fase pelo Operário (PR). No Catarinense começou a surgir a figura de Trípodi, que naquele ano marcou oito gols. Outro destaque positivo de 2010 para o Metropolitano é que esse foi o primeiro Catarinense no qual o time conseguiu vencer na estreia, uma vitória por 2 a 0 sobre o Juventus, no Sesi.
2011
A sétima colocação de 2011 manteve o time do Metropolitano na média dos anos anteriores, com campanhas nem tão boas, mas suficientes para evitar qualquer susto e para a uma nova classificação à Série D, competição na qual fora eliminado na 1ª fase dessa vez. Jônatas e Rafinha foram os destaques no Estadual, ao serem os artilheiros do time, com sete gols cada um.
2012
Nesse ano o Metropolitano voltou a fazer uma boa campanha no Catarinense, quando conquistou a quinta colocação e quando teve o artilheiro da competição, o atacante Rafael Costa, junto com Aloisio, do Figueirense. No 1º turno, o Metrô fez a terceira melhor campanha, com cinco vitória em nove jogos. No 2º fez somente a sétima campanha, o suficiente para a quinta melhor campanha no geral e para nova classificação à Série D.
2013
O Metropolitano voltou a fazer uma campanha satisfatória, conquistando novamente a 5ª colocação e mais uma vez a vaga na Série D. E dessa vez, o atacante Rafael Costa foi o artilheiro isolado do Catarinense, com 12 gols, praticamente a metade dos 25 marcados pelo Metropolitano em todo o campeonato.
2014
Em 2014, o Metropolitano conseguiu repetir a sua melhor classificação no Catarinense até então, a quarta posição, ficando abaixo de três considerados grandes no Estado: Figueirense, Joinville e Criciúma. A campanha no 1º turno empolgou bastante, já que o Verdão foi o melhor time, com 18 pontos, seis vitórias e três derrotas. Dessa forma se classificou ao quadrangular final, junto com Criciúma, Joinville e Figueirense, mas acabou a fase como lanterna entre os quatro, com apenas três pontos, conseguidos com três empates. O artilheiro do Metrô no certame foi Reinaldo, que marcou modestos cinco gols.
2015
O campeonato de 2015 não foi tão empolgante para o torcedor do Metropolitano, apesar de, mais uma vez de forma consecutiva, o clube ser um dos catarinenses a conquistar vaga na Série D via Estadual. O time até fez uma boa campanha no 1º turno, ficando na terceira colocação e se classificando para o hexagonal final. Mas, entre os seis foi somente o quinto, a frente somente do Criciúma. O artilheiro do time no campeonato, novamente com cinco gols, foi o argentino Mariano Trípodi.
Abaixo você confere alguns dados sobre as campanhas do Metropolitano no Catarinense:
Classificações por ano

Maiores goleadas

Artilheiros por ano

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Preserve o jornalismo e cite a fonte ao copiar. Se diploma não vale nada, a ética deve servir. Pelo bem do jornalismo. Equipe Redação em Campo.
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Tiago Piontekievicz
Jornalista. Além do futebol, tem como paixão viajar, por isso sempre que pode tenta unir as duas coisas. Em 2013, trabalhou na Copa das Confederações, no Maracanã. Adora o futebol inglês, o sul-americano em geral e os jogos da MLS, além, claro, do paranaense e do catarinense. Por ser perna de pau, optou por praticar esportes que exigem mais coragem do que habilidade, por isso é praticante de trekking e hiking e também já se arriscou no parapente. Seu maior sonho é cobrir uma Copa do Mundo, mas se esse sonho não se realizar, se contenta em assistir, in loco, uma final de campeonato acreano.


