Suburbana de Curitiba - Conheça a história da maior competição do Sul do Brasil

Há mais de 70 anos, o campeonato amador de Curitiba, a Suburbana, movimenta os finais de semana dos mais diversos bairros da capital paranaense. Paixão, garra e tradição marcam o campeonato mais antigo da história do Estado do Paraná. Em 2015, a Suburbana chega a 74 anos de disputa, repleto de histórias, personagens e clubes que ajudaram a construir a história do futebol paranaense.
O início da Suburbana e os primeiros campeões
Equipe do Belmonte campeã em 1941: Silvério; Dissenha e Neno; Jorge, Plácido e Custódio; Sílvio, Merlin (meia, ídolo do Coritiba na década de 40), Faéco, Altino e Domingos. Foto: Paraná-Online.
A Suburbana começou a ser disputada em 1941, com a fundação da Liga Suburbana de Curitiba (L.S.C). A 1ª edição contou com a participação de 11 clubes: Clube Esportivo Belmonte (Água Verde), Rio Branco Sport Clube (Ahú), Operário do Ahú (Ahú), União Ahú (Ahú), Bloco Morgenau (Cristo Rei), América (Capanema), Primavera (Taboão), Flamengo (Bom Retiro), Palestra Assungui (Centro Cívico), Paraná e Vera Cruz, sendo conquistada de maneira invicta pelo Clube Esportivo Belmonte, o Rio Branco Sport Clube ficou com o vice-campeonato.
Em 1942, o campeonato contou com a participação de 23 equipes, o Palmeiras Futebol Clube conquistou a 2ª edição da Suburbana e o Ipiranga ficou com o vice-campeonato. A partir de 1948, a Federação Paranaense de Futebol (FPF), começou a comandar os campeonatos amadores de Curitiba, criando a 2ª e a 3ª divisão, enquanto a 1ª divisão se destinava aos clubes profissionais da época.
Da Suburbana ao profissional – A história do Clube Atlético Primavera

Nos nove anos como clube profissional, o Primavera teve sua melhor colocação no Paranaense de 1964 quando chegou em 4º lugar. Foto: Clube Atlético Primavera.
Fundado em 20 de dezembro de 1930, o Clube Atlético Primavera iniciou sua trajetória no futebol amador participando de amistosos praticados em sua sede, no bairro do Taboão. Em 1941, com a criação da L.S.C, o clube começa a disputar o campeonato da Suburbana, chegando ao vice-campeonato em 1943 e 1944. Em 1957, à equipe consagra-se campeã da Suburbana, levando até então o presidente do clube, José Pedroso de Morais, integrar o Primavera aos clubes profissionais de Curitiba em 1961.
O Tricolor do Taboão estreou no Campeonato Paranaense de 1961, no dia 23 de abril contra o Operário, na cidade de Ponta Grossa. Em seu primeiro ano disputando competições profissionais, o Tricolor do Taboão chegou à nona colocação do Campeonato Paranaense. Em 1969, a equipe teve seu pior desempenho, ficando na última posição do Campeonato Paranaense com o saldo de 5 vitórias, 5 empates e 15 derrotas. A dificuldade financeira de manter o time fez com que o presidente, José Pedroso de Morais, pedisse afastamento do Primavera das competições organizadas pela FPF, no entanto, o clube nunca mais voltaria a disputá-las. No final de 1969, o clube fecha as portas e vende seu estádio, localizado no bairro do Taboão. Em 1970, o clube inaugura uma nova sede na cidade de Almirante Tamandaré, tornando-se um parque recreativo até os dias de hoje.
A Suburbana de hoje em dia
Em 2015, o Santa Quitéria bateu o Sobe Iguaçu na final, ficando com o título da 1ª divisão da Suburbana. Foto: Federação Paranaense de Futebol.
Atualmente, 30 clubes participam da Suburbana curitibana (Série A e Série B), divididos em 17 bairros, disputando partidas em 23 estádios espalhados pela capital paranaense. Alex Mineiro, Nem, Rogério Corrêa e Reginaldo Vital são exemplos de jogadores que já desfilaram seu futebol pelos gramados da Suburbana, campeonato que cada vez mais atrai a atenção de ex-jogadores profissionais que desejam voltar a atuar no futebol.
O campeonato da Suburbana tornou-se parte da cultura do futebol curitibano e paranaense, capaz de mover paixão e tradição a diferentes lugares da capital paranaense em prol do espetáculo que o futebol amador proporciona a todos que estão envolvidos, resgatando e contando a cada campeonato a história do futebol paranaense.
Preserve o jornalismo e cite a fonte ao copiar. Se diploma não vale nada, a ética deve servir. Pelo bem do jornalismo. Equipe Redação em Campo.
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Diego Duarte
Estudante de jornalismo, formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pela Uninter. Fanático por esportes, entrei no mundo do jornalismo para escrever sobre esportes principalmente futebol, considero o futebol uma arte, onde jogadores podem criar uma “obra prima” a qualquer momento.


