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Chapecoense e a primeira ida a América

Publicado em 19/12/2015 às 14:23 Por André Ribas
Copa Sul-Americana foi a primeira competição internacional disputada pela Chape. Foto: Divulgação/Chapecoense

O ano de 2015 foi de muitos marcos para equipe da Chapecoense, entre Brasileiro e Estadual surgiu uma competição nova na agenda do Alviverde, que mexeu com o coração do torcedor do Verdão do Oeste e mostrou quem é o Índio Guerreiro à America. A Copa Sul-Americana foi a primeira competição internacional disputada pela Chape, onde pela primeira vez enfrentou equipes de fora do Brasil. Da viagem a Campinas a uma parada na capital da Argentina, a um jogo magistral na Arena Condá de deixar qualquer brasileiro torcedor da Chape por um dia.

A ‘Ponte’ para fora do país

O primeiro adversário na competição foi a Ponte Preta de Campinas. A primeira partida fora de casa terminou em 1 a 1, ótimo resultado para decidir na Arena Condá, esse era o primeiro passo para enfrentar uma equipe de fora do país. Na decisão em Chapecó o alviverde cresceu em campo e fez o que queria com a Ponte, a derrotando pelo placar de 3 a 0 e decretando sua ida as oitavas de finais da Copa Sul-Americana. O próximo desafio que veio era o Libertad do Paraguai, que marcaria o começo de uma história.

O encontro com o Libertad

Na sua primeira participação internacional, a Chapecoense resolveu desistir da ida de avião e ir até o Paraguai de ônibus. Foram cerca de 12 horas de viagem e 770 quilômetros percorridos, para enfim chegar ao seu destino.

No jogo de ida, a Chape foi valente e arrancou um empate em 1 a 1 para decidir o jogo em casa. Até ai o desejo de fazer bonito tava cumprido e o que viesse era lucro, mas em um jogo histórico, o Alviverde ficou no empate novamente e jogo foi para os pênaltis. Ali todos começaram a crer que era possível, que podiam sonhar com a classificação, e não foi diferente, depois das cobranças o sonho virou realidade, e a Chapecoense chegou as quartas de finais. O próximo adversário era nada menos que o campeão da Libertadores, River Plate (ARG), nada podia ser mais perfeito para um time que chegava pela primeira vez a competição e iria enfrentar um dois maiores time do Continente.

A viagem ao Monumental de Núnez

A primeira partida aconteceu no estádio mágico do Monumental de Núñez em Bueno Aires. A Chape foi valente, foi lá mostrar o futebol que fez chegar até lá e mostrou. No primeiro tempo o River abriu o placar, e logo em seguida Maranhão deu o ar de esperança ao torcedor empatando o jogo. Mas na segunda etapa, o River se agigantou e conseguiu ampliar a vantagem para 3 a 1. Agora a Chape precisava vencer por dois gols de diferença na Arena Condá para avançar para as semis. A quem dizia que só um milagre para Chapecoense avançar e por pouco que esse milagre não aconteceu.

A história na Arena Condá

O jogo na Arena Condá é uma página da história da Chapecoense. Emoção, tensão e muita festa marcaram um jogo que vai ficar na memória de cada um que torceu para o Alviverde. A torcida organizou uma festa digna da data, sinalizadores, bandeiras, e muita euforia fizeram a cidade de Chapecó estremecer para o jogo.

O atacante Bruno Rangel fez a Arena Condá estremecer abrindo o placar contra o River. O gol marcou seu 100º gol pela Chapecoense e deu esperanças ao Alviverde. Tudo acontecia perfeitamente até que aos 45 minutos Sánchez descontou para a equipe argentina deixando tudo igual no placar.

A festa em Chapecó. Foto: Divulgação/Chapecoense

A festa em Chapecó. Apesar da vitória, a Chape não conquistou a classificação, mas saiu com sentimento de dever cumprido. Foto: Divulgação/Chapecoense

O segundo tempo veio e a Chapecoense cresceu em campo. E logo no começo do segundo tempo após desvio, Bruno Rangel emendou um carrinho empurrando a bola para o fundo da rede. Faltava apenas um gol para o Verdão do Oeste levar para as penalidades. A partida ficou nervosa, o Alviverde criou várias e várias oportunidades, mas não marcava. Bola na trave, defesa do goleiro, gol perdido, o jogo foi assim até o final, mas o Verdão não conseguiu o terceiro gol.

Ali se encerrava uma competição com um gosto de missão cumprida pela Chapecoense. Com um gosto que deixou o torcedor em festa pela vitória em cima do River Plate e pela forma que a equipe se colocou em campo.

Em sua primeira competição internacional a Chape fez história chegando até as quartas de finais e vencendo uma das maiores equipes do Continente. Em seis jogos na Sul-Americana, foram duas vitórias, três empates e uma derrota com 50% de aproveitando, números que serão eternamente lembrados na história deste Índio Guerreiro.

 

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André Ribas

Um estudante de jornalismo apaixonado por esporte, e como todo brasileiro, apaixonado por futebol. Nas horas vagas, sempre jogo aquela pelada com os amigos, com direito a um samba. E encontrei no jornalismo a maneira de trabalhar com minha grande paixão, o futebol.

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