Após empate, Ney Franco admite: “Não estamos tendo competência”
O Coritiba precisava vencer o Figueirense a qualquer custo para manter viva a esperança de permanecer na Série A do Campeonato Brasileiro, no entanto, o time paranaense conseguiu apenas um empate em casa na noite de sábado (31) e vê o fim da competição se aproximar com o risco da queda cada vez mais difícil de se reverter.
Diante da sexta rodada consecutiva sem vitória e de apenas um ponto conquistado neste período, o técnico Ney Franco, que durante a semana deixou claro que não teme pelo seu emprego no clube, admitiu que os problemas na equipe vêm ocorrendo desde os primeiros jogos. “O momento difícil foi desde o começo, com dificuldades no campeonato. O mando de campo faz diferença, só que não estamos tendo competência para vencer em casa também”, comentou.
A ressalva feita pelo treinador é comprovada pelos números, já que em 2014 o aproveitamento como mandante do Coxa foi de 61% e era uma das armas do time até então. Porém, em 2015 o desempenho caiu e passou a ser de 41% ao lado da torcida, o que contribuiu para colocar o time na atual situação complicada.
A semana que antecedeu a partida encarada como decisiva diante do Figueira foi cercada por tensão e completada com a polêmica de que o atacante Keirrison, recém recuperado de lesão, pediu para não estar entre os relacionados. “Ele esteve se recuperando e foi relacionado, mas o jogador falou que não teria condições. É uma questão mais administrativa. Os outros atletas foram por questão técnica, opção nossa”, se limitou a comentar o comandante coxa branca, que preferiu ressaltar o aproveitamento dos atletas da base. “No futuro o clube vai ter bons frutos com estes jogadores da base que estão sendo utilizados”, emendou.
O Coritiba tem uma tabela complicada nas cinco rodadas restantes, a começar pelo próximo embate, fora de casa, diante do Corinthians, líder e favorito ao título de campeão. Ney, por sua vez, preferiu não jogar a toalha. “Estamos nesta situação complicada, mas possível ainda de ser contornada”, completou.
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Geane Godois
Buscando aliar a paixão pela escrita, por contar histórias e pelo esporte, escolhi o jornalismo como profissão há três anos e meio, quando iniciei a graduação na PUCPR. Setorista do Coritiba no Redação em Campo.


