• Quem Somos
  • História
  • Contato
Redação em Campo | Porque o Futebol é a nossa paixão
  • Home
  • Competições
    • Catarinense
      • Campeonato Catarinense
      • Segundona Catarinense
      • Terceirona Catarinense
    • Paranaense
      • Campeonato Paranaense
      • Segundona Paranaense
      • Terceirona Paranaense
      • Taça FPF
    • Primeira Liga
    • Copa do Brasil
    • Série A
    • Série B
    • Série D
  • Futebol Catarinense
  • Futebol Paranaense
  • Tabelas de Classificação
    • Jogos Catarinense 2016
      • Classificação Catarinense 2016
    • Jogos Paranaense 2016
      • Classificação Paranaense 2016
    • Jogos Segundona Paranaense 2016
      • Classificação Segundona Paranaense 2016
  • Especial
    • Clássicos
    • Curitiba na Copa
    • Entrevistas
    • Estatísticas
    • História
    • Mais Futebol
  • Blogs
    • Blog do Dornelles
    • Gestão FC
    • Mercadão do Sul FC
  • Baú
  • Pesquisa

Com a palavra, elas: três gerações de torcedoras e os 106 anos do Coritiba

Publicado em 12/10/2015 às 12:20 Por Geane Godois
O Coritiba do ponto de vista das torcedoras ao longo do tempo: coincidências e evolução. Foto: Site Oficial do Coritiba

O Coritiba completa nesta segunda-feira (12), mais um ano da sua trajetória centenária. Quando, em 1909 , o grupo de jovens alemães que praticava o futebol na capital paranaense viajou até Ponta Grossa para disputar o primeiro jogo “oficial” e, posteriormente, fundou o Coritibano Foot Ball Club, poderia imaginar que não só o clube adaptaria o nome, ganharia o apelido de Coxa e, acima de tudo, teria uma história tão longa para ser contada?

A trajetória modificou-se todos os dias ao longo desses 106 anos. Ao celebrar mais uma primavera, muito se lembra de conquistas e dificuldades do passado e de protagonistas que dentro de campo ou ao em torno dele, deixaram um pouco de si na história do “vovô” paranaense e até vai além, como disse o ex-jogador Toby sobre o título Brasileiro de 1985: “Com toda a certeza, esta conquista mudou a minha vida e a de todos que participaram dela. Foi difícil voltar à vida que levávamos antes”. Dessa forma, não é difícil presumir que um clube de futebol pode ser muito mais que uma instituição. Que o digam os torcedores, os detentores legítimos do legado histórico.

“És tradição do Paraná, desde 1909”: de pais para filhas

O futebol está presente no gosto de boa parte dos brasileiros e, atualmente, na das brasileiras também, mas nem sempre foi assim. Até poucos anos, a presença feminina era escassa nos estádios e os homens dominavam as arquibancadas, porém, alguns passaram a não se importar em levar as filhas, por exemplo, como companheiras para torcer. “Comecei a ir com meu pai e meus irmãos acompanhar a suburbana e logo o Coritiba também”, afirmou Rosi Dalla, que vivenciou todos os seus 64 anos de vida como coxa branca. “Sou muito fanática, ferrenha mesmo. O Coxa é minha segunda casa. Faria de tudo para trabalhar lá e viver sete dias por semana no Couto Pereira”, comentou.

A herança, em muitos casos, é o que sustenta o laço que mantém o alviverde não apenas como um time, mas, e principalmente, uma tradição. “A primeira vez que tenho consciência de ter ido a um jogo foi aos quatro anos, em um Coritiba e Pinheiros, na Vila Olímpica, nas costas do meu pai, mas isso vem dos meus avós, desde 1950. Minha avó sentava e ficava ouvindo jogo e quando o Coxa perdia ela, que nunca bebia, acabava bebendo. Era um dia de tristeza mesmo”, relatou Renata Carvalho, de 38 anos. E a história se repete mesmo com o passar das gerações, como no caso de Vanessa Tokarski, de 21 anos. “Por influência do meu pai e do meu irmão, que sempre iam aos jogos, em 2007 também passei a ir com frequência e não parei mais”, explicou.

“Tua camisa faz meu coração vibrar”: gerações diferentes, lembranças que coincidem

O tempo não para e os campeonatos também. Ano vai, ano vem, jogadores são contratados, outros dispensados. Vitórias suadas, derrotas amargas. São inúmeras histórias impressas na mente e coração da torcida que da mesma forma, não deixa de se modificar. Desi e Vanessa tem 43 anos de diferença e não se conhecem. Cada uma traz bagagens específicas nas memórias, vivências distintas, épocas diferentes e experiências singulares, no entanto, o Coritiba, aliado ao complexo sentimento despertado pelo jogo de futebol, conseguiu imortalizar nas duas a mesma sensação. “A queda de 2009 foi muito marcante, não sabia se chorava porque tínhamos caído para a segunda divisão ou por causa do que estava vendo acontecer no campo. Não sabia o que sentir, era uma espécie de desespero”, contou a aposentada que estava no estádio naquele 6 de dezembro. “O rebaixamento me marcou demais. Acreditava que o Coxa iria ficar e tinha acabado de fazer uma tatuagem em homenagem a ele. A atitude da torcida foi muito triste, não tinha o que fazer”, comentou a universitária, também lembrando do acontecimento.

Rosi em frente ao Maracanã em 1985. Época saudosa para quem a vivenciou. Foto: Arquivo pessoal

Rosi em frente ao Maracanã em 1985. Época saudosa para quem a vivenciou. Foto: Arquivo pessoal

A conquista do título Brasileiro sempre é a primeira opção de lembrança favorita a todos àqueles que puderam vivenciar o feito. “Me lembro como se tivesse acontecido hoje. Eu fui no Maracanã, foi incrível! Em um momento fui até o banheiro e me deparei com uma mulher que me perguntou se eu estava lá pelo Coxa, mas era uma época em que não se andava tão paramentados como agora com uniforme e essas coisas, fui reconhecida pela pele branca e olhos azuis em terra de morenos e mulatos, como sempre foi o Rio de Janeiro”, relembrou Rosi com nostalgia. Enquanto que Renata não esquece do dia 31 de julho de 1985, mas por um motivo além da conquista. “Eu ia ir na final, mas minha mãe não deixou porque, segundo ela, menina não podia ir. Chorei, chorei, chorei. Meu pai tentou consolar dizendo que iria até o Rio de Opala e ficaria complicado”, comentou e completou com uma observação sobre a participação das mulheres: “É nítido que hoje tem mais mulheres no estádio, só que é mais que isso, antigamente a mulherada era torcedora de jogador, hoje é do clube. Antes eram apenas acompanhantes, agora entendem verdadeiramente e sabem conversar sobre até mais que os homens”.

“Como é bom te ver campeão de novo”: o antes, o agora e o depois

O momento do clube inspira cuidado, já que há alguns anos vem brigando para se manter na Série A. O esporte se transformou, os atletas mudaram, o estádio se modernizou e as administração foram dando as suas caras ao Coxa. Atualmente, as possibilidades são maiores tanto de profissionalizar jogadores, prepara-los melhor com uma estrutura mais completa, quanto na maneira de comandar as questões internas. No entanto, para as torcedoras que vivenciaram mais tempo da trajetória coxa branca, o que vem faltando é amor para dirigir a instituição e para atuar em campo.

“Trabalhei com o Evangelino (da Costa Neves, presidente campeão brasileiro) em 1992 e 1993 e era mais feito por amor. O clube vivia basicamente de compra e venda de jogador. Mas claro, o futebol era diferente, o público era outro. Hoje tudo é mais moderno, com postura de clube grande mesmo, digamos assim”, explicou Renata. A mesma visão é compartilhada por Desi. “Talvez nos anos que comecei a participar assiduamente, lá pelos anos 80, não tinha tanta estrutura, não se ganhava fortunas. Antes era colocado o coração no bico da chuteira, se jogava com raça. Hoje quase não se vê isso, beija-se o escudo hoje e amanhã jés está assinando com outro”, enfatizou, lembrando nomes do passado como Roberto Brum, Dirceu Kruger, Lela, Rafael Cammarota e Reginaldo Nascimento.

Comemorar a existência celebrando fatos passados é importante para manter forte a tradição e a história, porém, não se pode esquecer de cuidar do presente e do futuro. “A gestão atual aproximou mais os sócios do clube, o que é bacana, mas espero que se organize mais para que fortaleça cada vez mais, no futuro, sem dúvidas quero passar essa paixão aos meus filhos”, opinou Vanessa. Paixão essa que já foi passada adiante por Desi. “Quando soube que seria avó, tratei logo de achar roupinhas para ele sair da maternidade já sendo um legitimo coxa branca. O Coritiba não pode parar”, afirmou.

Renata, por sua vez, também já encaminhou os filhos na torcida e tem um desejo para o clube: “Quero que o Coxa dos meus filhos seja um clube mais preocupado coma categoria de base e não digo no inserir os atletas no profissional, mas na busca e manutenção de novos talentos mesmo. Trazendo de fora dá mais ânsia de melhorar estimulando a competitividade. A busca pelos valores também precisa ser constante”, concluiu.

Os 106 anos do Coritiba marcaram as gerações e viram o mundo se transformar dentro e fora das quatro linhas e, a partir de agora, o 107º capítulo dessa história começa a ser contado.

Preserve o jornalismo e cite a fonte ao copiar. Se diploma não vale nada, a ética deve servir. Pelo bem do jornalismo. Equipe Redação em Campo.
NOTÍCIA ANTERIOR

Em jogo de sete gols, CCR leva a melhor na primeira ‘perna’ da final da Terceirona

PRÓXIMA NOTÍCIA

Nova comissão técnica do Tigre intensifica os trabalhos com elenco

Geane Godois

Geane Godois

Buscando aliar a paixão pela escrita, por contar histórias e pelo esporte, escolhi o jornalismo como profissão há três anos e meio, quando iniciei a graduação na PUCPR. Setorista do Coritiba no Redação em Campo.

  • Grafite no Atlético: 100% fechado, 99% certo
  • Comunicado: Redação em Campo lança novo portal sobre futebol paranaense para 2017
  • Paraná Clube completa 27 anos
  • O ano em que a Chapecoense virou Mundial
  • Atlético-PR vence Seleção do Uruguai e conquista título do torneio internacional Sub-17
  • redacaoemcampo #CopaSaoPaulo Final em Penápolis. Paraná 3 x 2 Paysandu. 1ª rodada Grupo 6. Gols do Tricolor de Guga (2x) e Gabriel. Time ago 1 Hour via Twitter Web Client
  • #CopaSãoPaulo Em Penapolis, pelo Grupo 6, Paraná e Paysandu estão no segundo tempo de jogo, 2 x 2. Time ago 2 Hours via Twitter Web Client
  • RT @deboraamussi: Com gols do volante argentino Juan e do atacante Murilo, o Atlético-PR estreia com vitória por 2x0 diante do CRB-AL, na C… Time ago 5 Hours via Twitter Web Client

Follow @redacaoemcampo on twitter.

AUTOpecas-ONLINE.pt

Especial

  • Especial
  • Clássicos
  • Curitiba na Copa
  • Entrevistas
  • Estatísticas

Competições

  • Campeonato Catarinense
  • Segundona Catarinense
  • Terceirona Catarinense
  • Campeonato Paranaense
  • Segundona Paranaense
  • Terceirona Paranaense
  • Série A
  • Série B
  • Série C
  • Série D
  • Taça FPF
  • Copa do Brasil

Futebol Catarinense

  • Atlético Hermann Aichinger
  • Avaí
  • Barra
  • Barroso
  • Blumenau
  • Brusque
  • Camboriu
  • Chapecoense
  • Concórdia
  • Criciúma
  • Figueirense
  • Guarani
  • Hercílio Luz
  • Inter de Lages
  • Joinville
  • Juventus Jaraguá
  • Kindermann
  • Marcílio Dias
  • Metropolitano
  • Operário Mafra
  • Porto União
  • Tubarão
  • Sport Club Jaraguá

Futebol Paranaense

  • ACP
  • Andraus
  • Atlético PR
  • Batel
  • FC Cascavel
  • Cianorte
  • Coritiba
  • Foz Cataratas
  • Foz do Iguaçu
  • Francisco Beltrão
  • Grêmio Araponguense
  • JMalucelli
  • Londrina
  • Maringá
  • Nacional
  • Operário
  • Paraná Clube
  • Pato Branco
  • Portuguesa Londrinense
  • Prudentópolis
  • PSTC
  • Rio Branco
  • Toledo
Copyright (c) 2017. Todos os direitos reservados.