Vitória da experiência, da vontade e do meio-campo

No controle, assim esteve o Coritiba durante praticamente todo o clássico Atletiba deste domingo (20). A experiência do time jogou junto com a vontade de sair do Couto Pereira com a vitória. O Coxa quis ser melhor, foi melhor e transformou isso em resultado.
O desgaste por ter atuado na quinta-feira (17) em um jogo complicado contra o Flamengo, em Brasília, era uma preocupação para o experiente time coxa-branca. Mas a vontade que a equipe mostrou dentro da partida desmanchou qualquer problema físico que pudesse aparecer. Os “velhinhos” alviverdes entraram em campo sabendo o que queriam. Os “garotos” atleticanos nem tanto.
E entre todos os “velhinhos”, por um deles passou de forma ativa o resultado do clássico. Lúcio Flávio participou da saída de bola, apareceu na frente, controlou o ritmo da partida e ainda marcou muito. Para coroar a atuação, serviu Negueba com um lindo passe para o segundo gol. A entrega de Lúcio em campo pode ser resumida no lance em que acabou expulso por parar uma jogada muito perigosa do Furacão já nos minutos finais.
Se de um lado Lúcio fez tudo o que devia e mais um pouco, o Rubro-negro não teve esta contrapartida. O meia colombiano Daniel Hernández esteve muito apagado, aceitou a marcação coxa-branca e, mais uma vez, não apareceu para ditar o ritmo do meio-campo atleticano. Ficou com Otávio a obrigação de tentar armar a equipe.
A equipe coxa-branca teve mais vontade, aliada à experiência para controlar a partida de forma inteligente. Mesmo quando não teve a bola em sua posse, o Coxa limitou as ações atleticanas e praticamente não permitiu ao Furacão criar muitas chances. Apesar dos 61% de posse de bola para o Atlético, o número de finalizações ficou em nove para cada lado. E enquanto o Verdão acertou quatro destes chutes, o Rubro-negro só obrigou Wilson a uma defesa.
Aplausos
Se Lúcio Flávio controlou o meio-campo coxa-branca, João Paulo foi o seu “braço direito”. Mais uma vez o volante alviverde foi seguro na marcação e distribuiu bem os passes para permitir uma boa saída de bola enquanto Lúcio Flávio se preocupava em atuar mais perto dos atacantes. E enquanto os “velhinhos” dominavam a partida, os garotos do Coxa garantiam a solidez defensiva. A dupla de zaga Juninho e Walisson vive momento espetacular. Parece que cada um deles tem 20 anos de carreira.
Os torcedores de ambos os clubes também estão de parabéns. O Couto Pereira esteve envolto em uma atmosfera fantástica durante o clássico. Uma festa bonita e que engrandece ainda mais a maior rivalidade do estado.
Cornetada
Não há duvidas de que Walter é o grande jogador do Atlético. O atacante sobre técnicamente e é o jogador que faz a diferença na equipe atleticana. Por tudo isto, é dele a responsabilidade de decidir em momentos complicados e jogos difíceis como um clássico. O atacante teva a grande chance do Furacão na partida, ainda com o placar em 1 a 0 para o Coxa. Ele desperdiçou, sentiu a coxa e pediu para sair. Foi mal desta vez, Walter.
Quem também foi mal e merece uma cornetada é o árbitro Marcelo de Lima Henrique. Errou ao não marcar pênalti, ainda na primeira etapa, em lance que Negueba colocou a mão na bola dentro da área coritibana.
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