Justiça com a própria cabeça
A bola que encontrou a cabeça de Rafael Silva e morreu no fundo das redes do Flamengo na noite desta quarta-feira (26) no Maracanã foi um golpe de justiça. O relógio já girava no minuto 34 da etapa final quando o iluminado atacante ingressou no campo de jogo. Dois minutos depois, o jogador vascaíno usou a cabeça para estabelecer a justiça no clássico.
Justiça sim, porque não existe recomendação à arbitragem que torne o lance do gol do Flamengo legal. Um atleta em impedimento atrapalha claramente o jogador adversário, que acaba tocando a bola contra a própria meta. Se isto não é participação direta na jogada, não sei mais o que é.
E não escrevo para bradar contra uma suposta manipulação de resultados favorecendo A ou B, mas contra uma arbitragem que a cada dia está mais confusa e equivocada. Das recomendações de membros superiores à marcacões completamente equivocadas de impedimentos que são recorrentes a cada semana. A “moda” agora é discutir ‘mão na bola’ e ‘bola na mão’. O que teremos para semana que vem?
Dizer que “este é o legal do futebol” é empurrar o problema para baixo do tapete. É legal ver um trabalho e um investimento jogados fora por um apito equivocado ou um levantar de bandeira de forma errônea? Pois eu acho legal quando um trabalho de continuidade, tático e técnico, com inovações dentro de campo, sem interferência da arbitragem, colhe frutos no futuro.
A cabeça de Rafael Silva na noite desta quarta no Maracanã foi o golpe de justiça do jogo. O Vasco segue na disputa com um gol legal. Pode assinar embaixo.
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