“O Operário merece, nós merecemos”

Em entrevista concedida para o Redação em Campo, o médico pediatra, Dr. Ângelo Defino, grande conhecedor da história do Operário Ferroviário e autor de dois livros sobre a história do clube, nos relatou o seu parecer sobre o que mais o chamou a atenção nesta equipe, campeã paranaense de 2015.
RC - Como grande conhecedor da história do Operário, para o senhor qual foi o diferencial dessa equipe campeã? O que te chamou mais atenção?
O grande diferencial desta nossa equipe, desde o começo, foi o grande planejamento tático e físico. Um grupo experiente de dirigentes, que aliaram grande capacidade administrativa ao ‘olho clínico’ para o futebol.
RC - Quais as suas expectativas em relação a tentativa da diretoria de manter alguns jogadores e até mesmo a comissão técnica para a continuidade do bom desempenho da equipe? Para você manter a equipe campeã é o fundamental?
A filosofia campeã deve ser mantida para a sequencia na Série D. E a cidade de Ponta Grossa deve abraçar cada vez mais o Fantasma, com os torcedores que chegaram agora sendo bem-vindos, mas que se associem o mais rápido possível ao Programa Sócio Amigo do Operário, porque temos que ter um grande número associativo para manter essa excelência no futebol
A comissão técnica formada desde o início tinha seu plano tático traçado e foi buscar jogadores que se encaixassem na filosofia do comando técnico. A preparação física foi um capítulo à parte, com os jogadores sobrando no segundo tempo enquanto os adversários caíam muito, principalmente nas primeiras rodadas do campeonato.
Planejamento e execução foram perfeitos, com um grupo de jogadores que compraram a ideia tática e física e entraram em uma sintonia maravilhosa com a torcida, jogando por e com a Trem Fantasma. Inesquecíveis as comemorações após os jogos decisivos ao som do ‘Tá Ligado’, em especial aquela após o baile no Paraná Clube.
RC - Qual é a emoção sentida como torcedor após o título alvinegro?
A emoção da conquista estamos descobrindo aos poucos. Depois da loucura da hora do título, a anestesia de não conseguir pensar em mais nada. Agora a sensação de paz e que valeu a pena estar vivo para sentir tudo isso. O Operário merece, nós merecemos.
RC - Que fato, jogo, jogador ou acontecimento marcou o Operário para o senhor nesse Paranaense? Nessa questão o senhor não precisa especificar apenas em tema, pode englobar todos.
As imagens que ficam para mim grudadas na retina para todo o sempre é a torcida dançando com os jogadores ao grito do ‘Tá Ligado’ em pleno Couto Pereira com a taça de campeão do Paraná e o placar do Alto da Glória mostrando 3 a 0 para o Fantasma, a maior glória que já existiu na Terra.
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