Cruzeiro e o incrível poder da reinvenção

São inúmeras as qualidades que fizeram do Cruzeiro bi-campeão brasileiro em 2013/2014. O esquadrão celeste tem peças de sobra pra manter um time titular do mesmo nível independente de qual seja o desfalque. Somado a isso, um treinador moderno, estudioso e muito trabalhador. Mas a Raposa tem um trunfo especial, um incrível poder de se reinventar, e esse poder será colocado à prova em 2015.
Quando se fala no atual Cruzeiro, o primeiro pensamento é na qualidade, em quantidade, do elenco. Mas traçando um time base de cada uma das duas temporadas que o time celeste terminou no topo da classificação, é possível observar várias mudanças.
Time base de 2013:
Fábio; Ceará, Dedé, Bruno Rodrigo e Egídio; Nilton, Souza, Ricardo Goulart e Éverton Ribeiro; Dagoberto e Borges.
Time base de 2014:
Fábio; Mayke, Léo, Bruno Rodrigo e Egídio; Lucas Silva, Henrique, Ricardo Goulart e Éverton Ribeiro; Willian e Marcelo Moreno.
Foram seis alterações na equipe base de 2013 para 2014, e algumas mudanças gritantes e pontuais, como nas duplas de volantes e de ataque. Não são alterações fáceis de serem digeridas pelo esquema tático e pelo restante da equipe. O Cruzeiro demonstrou um incrível poder de se reinventar, e terá que mostrar ainda mais em 2015.
Sofrendo de uma espécie de “desmanche de luxo”, já que algumas peças fundamentais do elenco estão de saída, mas com alto rendimento financeiro, a próxima temporada projeta um time bem diferente dos últimos dois anos.
De encontro às mudanças na foto do time titular, a expectativa do torcedor não será muito diferente. A torcida da Raposa irá exigir o mesmo nível dentro de campo e o sonho volta a ser a América. Para manter o poder de reinvenção, o trabalho de Marcelo Oliveira. Quem conhece o comandante celeste, garante que o treinador é obcecado por táticas e pelo estudo do futebol.
Talvez esteja aí o segredo. Junto a isso, contratações mais que pontuais.
O Cruzeiro de 2015
Após a confirmação da venda de Lucas Silva para o Real Madrid, a Raposa perdeu mais um titular. Já foram Egídio, Lucas Silva, Ricardo Goulart e Marcelo Moreno. A possibilidade de perder Éverton Ribeiro é confirmada pelo clube, que já prometeu reposição à altura.
Para o lugar de Moreno, o excelente Joel pinta como substituto, e ainda tem Leandro Damião, que tenta retomar a carreira. Se Ricardo Goulart irá fazer falta, a diretoria correu para vencer a concorrência e acertar com a promessa uruguaia De Arrascaeta.
Na lateral-esquerda, além de Egídio, a Raposa perdeu também o reserva Samúdio, por isso deve apresentar uma dupla de reforços. A reposição deve vir com o experiente chileno Mena e com o destaque Pará, do Bahia. Para a perda mais recente, de Lucas Silva, o clube ainda deve buscar reposição no mercado, mas o chileno Seymour pode ajudar a diminuir a pressa por uma contratação.
Me dou ao luxo de me colocar no papel de Marcelo Oliveira para tentar escalar um time base para o Cruzeiro iniciar a temporada:
Fábio; Mayke, Bruno Rodrigo, Léo e Mena* (Pará*); Seymour (Willian Farias), Henrique, De Arrascaeta e Éverton Ribeiro; Willian e Joel.
Toco y me voy!
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