Após sequência de lesões, Netinho tenta recuperar o bom futebol no JMalucelli
Meia habilidoso, especialista nas bolas paradas, mas uma sequencia de lesões acabou prejudicando o andamento normal da sua carreira. Revelado para o futebol pelo Guarani, ficou conhecido mesmo atuando pelo Atlético Paranaense. Aos 30 anos, Netinho assinou contrato com o JMalucelli para disputa do Campeonato Paranaense e conversou com a equipe do Redação em Campo, falou abertamente sobre a sua volta ao futebol paranaense, sua saída do Atlético e passagens por outros clubes.
O JMalucelli entra em campo pelo Campeonato Paranaense 2015, no dia 1º de fevereiro, às 17 horas contra o Rio Branco, no Ecoestádio Janguitto Malucelli. Antes disso, três amistosos que fazem parte da preparação. Hoje (10), contra o Metropolitano (SC), em Santa Catarina. No dia 17/01, as duas equipes voltam a ser enfrentar, dessa vez em Curitiba e dia 24/01, o jogo será contra o Joinville, também em Curitiba.
Redação em Campo - Após passagens por América-MG, Goiás, América-RN e, último o Vila Nova-GO, como você chegou ao JMalucelli?
Netinho – Nesses últimos dois anos eu tive uma sequência de lesões, o que acabou me prejudicando muito, o JMalucelli abriu as portas para minha recuperação e não poderia existir local melhor para a minha recuperação. Passei 5 anos no Atlético, já conheço bem a cidade, só tenho a agradecer ao clube que me deu uma oportunidade de mostrar o meu trabalho.
RC – Você é um dos jogadores mais experientes da equipe ao lado do Rodrigo Café, Bruno Batata entre outros. Qual o tamanho da responsabilidade pelo seu histórico?
N – Eu sei dessa responsabilidade, do que posso render para ajudar o time, que é muito organizado, tem uma estrutura muito boa, comissão técnica de ótima qualidade e com isso posso recuperar a minha melhor forma física para ajudar o time da melhor forma, além disso existem outros jogadores que já jogaram fora do país e, isso ajuda, principalmente os jogadores mais jovens.
RC – Até onde o JMalucelli pode chegar no Paranaense 2015?
N – É difícil você disputar contra equipes grandes mas, o Jota não deve nada em relação aos outros. Se analisar o histórico recente, o time fica sempre entre os 5 melhores e colocamos na cabeça, que temos totais condições para buscar o título.
RC – Lutando pelo título, consequentemente a equipe terá grandes chances de conquistar uma das vaga para a Série D. Com calendário para o restante da temporada, existe chance de permanecer no Jota?
N – Não posso negar que o clube que me abriu as portas, apesar do meu recente histórico de lesões, se tiver calendário para o restante do ano, isso com certeza, irá pesar muito na minha decisão.
RC – Aos 30 anos, até onde o Netinho pode chegar na carreira?
N – Se você me perguntasse isso há três meses atrás, a minha resposta seria totalmente diferente. As lesões prejudicaram muito, voltava e machucava. Fiz um trabalho físico muito forte no restante de 2014 para evitar novas lesões. Estou treinando forte aqui no Jota há um mês e estou tranquilo. Pretendo jogar mais uns cinco anos e, depois disso, seguir no futebol, mas não sei exatamente em qual área.
RC – Quando ainda jogava pelo Atlético Paranaense chegou a surgir um interesse do Paraná Clube? Quais os motivos pata que não houvesse o acerto?
N – Então, quando surgiu isso eu estava jogando, era titular na equipe, poderia ser questionado, mas estava atuando. Houve sim, o contato mas não aceitei pois estava jogando uma Série A de Campeonato Brasileiro e naquele momento, não era interessante para minha carreira, eu tinha um objetivo e segui firme com ele. A repercussão que se deu em torno do assunto foi totalmente negativa, mas em nenhum momento eu desprezei o Paraná Clube por estar disputando a Série B. Tanto que durante o período que estava recuperando, antes mesmo de acertar com o Jota, eu tentei algum contato para jogar no Paraná, houve uma conversa, mas não teve acerto.
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