Entrando no clima do Atletiba com Gérson, Brandão, Serginho e Rafael Cammarota
Aquecimento
Em semana de Atletiba sempre vemos torcedores fazendo apostas, cronistas esportivos dando seus palpites, jogadores falando sobre o jogo e a expectativa, mas apenas quem já passou por essa sensação dentro de campo, pode falar melhor o que é disputar o clássico de maior rivalidade do Estado do Paraná. Neste sábado (4), é dia de Atletiba, confronto válido pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro, de número 361 na história geral do clássico e de número 199 disputado no gramado do Couto Pereira.
Qual torcedor coxa-branca não se lembra de Rafael Cammarota? Grande ídolo dos anos 80, Campeão Brasileiro de 1985. De Gérson, também ex goleiro do Verdão na década de 80 e Campeão Brasileiro? Ou ainda de Serginho, que participou ao lado de Gérson de um dos melhores elencos em que o Coritiba teve nos últimos 30 anos? Para os mais novos Brandão, autor de 3 gols em um Atletiba de 1995 na Páscoa, em que o Coxa goleou seu maior rival por 5 a 1.
Atletiba é sem dúvida nenhuma o maior jogo do Estado do Paraná, onde muitos dizem ser um campeonato a parte, aceitar perder um título mas não aceitar perder um jogo como este, seja no futebol dentro do gramado, seja até em futebol de botão. Entrevistamos estes 4 grandes ídolos do Coritiba, na véspera de mais um “campeonato a parte”.
Gérson
Ex-goleiro que marcou época no Alviverde, foi duas vezes Campeão Paranaense, em 1986 e 1989 e Campeão Brasileiro em 1985 pelo Coritiba, falou sobre a situação atual do clube e sobre disputar um clássico assim. “O que falta para o Coritiba no campeonato é fazer gols, estatisticamente até alguns jogos passados, o clube foi o segundo em número de finalizações, o que falta é por para dentro e também contar com árbitros corretos, pois em todo o jogo a equipe é prejudicada em lances fatais, a falta de força junto ao departamento de arbitragem trás prejuízo ao desempenho final do clube, olha por mais que uma equipe esteja mal no campeonato, o Atletiba é outro torneio, um outro mundo dentro de qualquer campeonato é um jogo muito especial dentro do Paraná”. Ele também relembra de alguns números em clássico. “Desde minha época de juvenil no Coritiba nunca perdi um Atletiba, jogando nunca perdi”.
Brandão
Um dos principais jogadores do Coritiba na década de 90, artilheiro do famoso chocolate de 5 a 1 em uma Páscoa de 1995, quando fez 3 gols encima do maior rival, comentou também sobre a atual situação Coxa e sobre Alex. “Acho que o Coxa tem um time do nível de muitas equipes da primeira divisão, mas falta qualidade em alguns setores do campo, como no ataque, precisamos de jogadores mais consistentes e regulares que pudessem dar mais ao clubes nos jogos difíceis, com certeza foram muitos clássicos na vida do Alex e este não vai ser diferente ele vai querer ganhar, pois sempre tem um gostinho a mais ganhar do rival e o Atletiba sempre é importante, pois às vezes o jogador em que não se espera muito acaba fazendo um bom jogo e sai como herói e qualquer problema extra campo é sempre uma dificuldade para qualquer.”
Rafael Cammarota
Principal jogador na conquista do título de 1985 e um dos maiores ídolos da história de quase 105 anos do clube, acredita que a situação exposta por Zé Love não deve ser o motivo para o fraco desempenho alviverde na competição e que o fator clássico, será levado em consideração, pois na sua época, era o grande jogo em que todos gostariam de participar. “Fomos campeões brasileiros com 2 meses de salários atrasados e não eram esses salários de hoje. O que falta, é bola mesmo, jogadores tecnicamente fracos para vestir esse manto sagrado, eles (jogadores) não tem culpa, e sim quem deu o aval para contratá-los. Bem ou mal é o maior clássico do Estado e isso motiva a cidade, torcedores e os atletas nem se fala, eu adorava jogar com a casa cheia.”
Serginho
Participou de um elenco que continha, Gérson, Tostão, Kazú e Chicão entre outros, tem boas lembranças de Atletibas no Couto Pereira. “Lembro de vários, mas em especial um de 01/05/1990, com o Couto super lotado, foi 3 a 0 para o Coxa, talvez a melhor partida de minha vida”. O ex-jogador ainda lembra de seus números em Atletiba, atuando pelo Verdão.“Joguei 13 partidas, ganhei 8 e empatei 5.”
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