26.12.2010
Tem gol em Londrina!! Ponha no rádio Kramer!!
Por Carlos Kleina
Meu começo no esporte foi fazendo escuta na equipe de esportes da Rádio Clube Paranaense. A equipe, terceirizada, tinha o comando do narrador Fuad Kalil. Eu já conhecia a rádio, a equipe, os profissionais que lá trabalhavam, pois colaborava com alguns programas como o do Marcelo Martins e do José Luis Kloss. Eu vinha da Cruzeiro do Sul, que na época tinha o Luiz Ernesto como diretor da emissora.
Bem, comecei num sábado e o plantão naquele dia era com o Eduvaldo Brasil. Ganhei um rádio marca “GE”, um fone e passei a ouvir a Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Era Bangu e Botafogo, em Moça Bonita com a narração do José Carlos Araújo. Nossa, foi muito tranqüilo. Quando o trabalho terminou o Edu disse, amanhã você trabalha com o Kramer. Venha cedo, tipo duas da tarde.
Bem, o domingo chegou e o meu almoço foi rápido…minha mãe Diva, preparou um macarrão com frango. Fui a pé, pois morava no centro e quando entrei no estádio, oitavo andar do prédio das esquinas da Muricy com Saldanha Marinho, encontrei um batalhão no estúdio. Além do Kramer e do Álvaro Kaminki, seu braço direto, tinha uma galera…acho que uns 10 rádio escutas…
Me apresentei, e ele (Kramer), foi dizendo: “você hoje acompanha o carioca,e o catarinense. Quero ficha técnica do clássico dos dois estados (Fla x Flu, no Rio e Figueirense e Avaí, em Florianópolis), detalhes dos demais, classificação, e próximos jogos”…hum ralei….mas fiz o meu trabalho.
Ao mesmo tempo com um fone duplo ouvi duas rádios ao mesmo tempo… e o Kramer gostou e aos poucos fui ganhando confiança. De repente o Edu Brasil resolveu ser repórter, o Álvaro estava envolvido com a prefeitura onde trabalhava e eu passei a ser o braço direto do Kramer. Foram mais de 30 anos, juntos principalmente aos domingos.
Algumas vezes o Kramer me abandonou, mudava de emissora e voltava, mas mesmo trabalhando em outro prefixo (Universo, Independência ou Capital) trocávamos as informações. Ele foi meu mestre.
E dentro do estádio, da Clube, no dia 31 de agosto de 1985, vi este homem chorar, chorar de alegria, por estar em uma transmissão, onde o seu time de coração conquistava o título de Campeão Brasileiro.
E neste dia de Natal, completa-se dois anos de sua ausência. O colega, o amigo, o profissional, conhecido como o papa dos plantões paranaenses, nos últimos anos de sua vida era chamado de vô.
E nós, Mafuz, Mario Henrique, Algaci Tulio, Mario Celso, Ayrton Baptista Jr, Pedro Gregoski, Luis Carlos Largo, Airton Cordeiro e tantos outros só temos que agradecer tudo o que você nos ensinou.
Muito obrigado Oldemar Kramer.
E a você votos de Boas Festas !!!!
Tags: Carlos Kleina, futebol, história, Oldemar Kramer, paranaense, plantão, radio
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