O peso dos desfalques

Ao fim da partida entre São Paulo e Coritiba, que terminou empatada sem gols no Morumbi, na tarde dese domingo (28), Paulo César Carpegiani voltou a falar dos jogadores alviverdes que estão no departamento médico. Na visão do técnico, a ausência desses atletas afeta de forma determinante a equipe coxa-branca.
Para qualquer time do Brasil, desfalques fazem diferença no desempenho em campo. Não há time no país que não sinta quando jogadores ficam de fora, seja por lesão ou suspensão. Quando a questão é médica, o tempo de recuperação é maior e o problema perdura. Para o Coritiba não seria diferente.
O meio-campo foi o foco da entrevista coletiva de Carpegiani após o empate sem gols no Morumbi. Do setor, Alan Santos, Ruy e González são os nomes que não estão à disposição do técnico, que ainda não pôde contar com nenhum dos três desde que chegou. As recentes formações do treinador, recolocando Juan na lateral-esquerda, indicam que os três devem ser titulares assim que puderem atuar sem restrições físicas.
Desfalques pra lá de importantes, fundamentais para a equipe. Alan Santos é o grande talento da meia cancha alviverde, González é o jogador com qualidade e experiência para controlar o ritmo do jogo e fazer a bola rodar. Ruy vivia boa fase ao sentir a lesão e é uma opção que dá maior poder de explosão e principalmente força nos arremates de média distância. A volta desses jogadores poderá dar outra dinâmica à meia cancha verde e branca.
Mesmo com tantos problemas, Carpegiani já mudou a equipe dentro de campo. Alguns nomes foram trocados, mas a alteração significativa foi de postura. O time joga para vencer, mas se defendendo de uma forma muito eficiente, com uma marcação mais alta e intensa. Quando tem a bola, a velocidade têm sido a grande arma, até por essa ausência de capacidade de ditar o ritmo devido aos desfalques no meio.
Como em qualquer trabalho que se encontra em seu início, os altos e baixos estão presentes. A equipe alterna ótimos e péssimos momentos em campo, mas os bons jogos têm sido mais frequentes. Defesa mais forte e um ataque mais veloz e agudo do que era visto anteriormente e Carpegiani já deu outra esperança à equipe, trazendo novamente a confiança ao grupo.
Frente ao São Paulo, um jogo não muito bom, mas com momentos interessantes. Poderia tanto ter saído com uma derrota, quanto com uma vitória. Aliás, não fosse outro desfalque, o de Kléber, o grande jogador do time, digo que o Coxa voltaria da capital paulista com três pontos.
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