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Em seu site oficial, Inter relembra histórico título Estadual de 1966

Publicado em 28/03/2016 às 17:26 Por Diogo Cruz
Os campeões colorados dão a volta olímpica no Vidal Ramos Júnior no dia 27 de março de 1966. Foto: acervo Mauricio Neves de Jesus.

O dia 27 de março de 1966 é considerado uma data histórica ao Inter de Lages. E neste dia que o colorado derrota o lendário Metropol por 2 a 1 em Lages e conquista maior título da história de um dos clubes mais tradicionais de Santa Catarina, o de Campeão Estadual, válido pela temporada de 1965.

A data completou meio século (50 anos) no último domingo, e para relembrar este fato tão importante, o Inter de Lages postou em seu site oficial uma crônica referente ao título mais importante do clube. Confira:

Cinquenta anos esta tarde: a crônica de Inter 2×1 Metropol – e de um título eterno

Por Mauricio Neves de Jesus*

O ponteiro Zezé recebeu a bola ao lado da área, vigiado de perto pelo lateral Edson Madureira. Ameaçou retroceder para o armador Ricardo, mas mudou o movimento do pé e deu um toque cavado para o fundo do campo, ganhando meio passo de vantagem sobre seu marcador. O cruzamento saiu suave e passou por cima do centroavante Puskas, que puxara a marcação no primeiro pau. Por pouco a bola não encobre também o camisa onze Anacleto, que subiu tudo o que pôde, logo ele, que nunca havia feito um gol de cabeça.

Das cinco mil pessoas que superlotavam o acanhado estádio Vidal Ramos Júnior, nenhuma teve melhor visão do lance do que Zezé. Ele viu Anacleto dar com a testa em cheio na bola, que tomou o rumo do canto esquerdo do goleiro Rubens. Apanhado no contrapé, o velho Rubão se esticou todo, com a mão esquerda espalmada. Não houvesse a rede, a bola pararia nos pés de Zezé, depois da linha de fundo. Mas havia uma rede, e a bola ficou ali, no fundo do gol do Metropol.

Naquele instante, o Internacional de Lages marcava pela segunda vez na tarde de 27 de março de 1966. Anacleto, que tinha um canhão no pé esquerdo, também havia marcado o primeiro gol, mas de pé direito. Ele jamais havia marcado gols com o pé direito ou de cabeça, e quis o destino que o fizesse justamente no jogo mais importante de sua vida, o jogo que deu ao Internacional a maior conquista de sua história, o título de campeão catarinense de 1965. O lendário Metropol ainda marcaria o seu gol de honra, mas não seria suficiente para estragar a festa colorada.

Anacleto, caído, vê a bola entrar à esquerda de Rubens. Foto: acervo Mauricio Neves de Jesus.

O Inter de Lages, clube que havia sido fundado 17 anos antes por torcedores do Inter de Porto Alegre, não acabou ali. Na verdade, estava em plena ascensão. Ainda em 1966, inauguraria o seu próprio estádio, o Vermelhão, em um amistoso contra o Huracán de Buenos Aires. Em 1974 seria vice-campeão catarinense, com o centroavante Parraga, que brilharia depois na Ponte Preta.

Teria ainda outras glórias que não constam sequer como nota de rodapé na história do futebol, mas que orgulham sua torcida. Uma vitória contra a Máquina Tricolor, com Edinho e Rivellino, em 1978. A honra de ter Andrade, campeão do mundo pelo Flamengo, vestindo sua camisa vermelha em 1991. As grandes festas de 2000 (com a conquista do campeonato estadual da segunda divisão, com um gol de falta de Kuki, ainda longe do sucesso que teria no Náutico), 2013 (na conquista da terceira divisão do Catarinense) e 2014 (mais uma vez campeão da segunda divisão).

Para todos que, como eu, frequentam o estádio Vidal Ramos Júnior, o Internacional é um gigante. Porque representa a nossa cidade, porque amamos o time sem pedir nada em troca, porque o Inter é o futebol que nos chega sem o chiado do rádio e sem o distanciamento da televisão. O Internacional é o nosso futebol com cheiro de grama, com o estampido seco da chuteira batendo na bola, com os lugares que ocupamos domingo após domingo, longe demais dos Maracanãs e Morumbis, mas perto de nossos passos, de nossas casas, de nossos sonhos.

Assim como o Tejo não era mais belo que o rio da aldeia de Pessoa porque não era o rio da aldeia de Pessoa, amamos o Internacional. Não é um clube que joga as grandes ligas, que pisa os melhores gramados, que arrasta multidões, mas é o clube da nossa aldeia.

Eu poderia falar do Internacional pelas histórias que ouvi, pelos dribles que vi, pelos gols que gritei. Poderia dizer que essas camisas vermelhas se espalhando pelo campo são o meu sentimento mais remoto de pertença. Mas, hoje, prefiro mostrar a foto do gol do título, com Anacleto já caído vendo a bola entrar, Rubens esticado no salto inútil, o estádio a décimos de segundo da explosão maior. Só por hoje - porque faz 50 anos esta tarde.

INTERNACIONAL 2 x 1 METROPOL

INTER: J. Batista, Antenor, Leoquídio, Setembrino e Carlinhos; Dair e Almir; Zezé, Ricardo, Puskas e Anacleto. Técnico: Boanerges Ávila

METROPOL: Rubens, Pedrinho, Hamilton, Nenê e Edson Madureira; Zequinha e Milton; Calita (Galego), Idézio, Madureira e Wolney.

Gols: Anacleto (I - 15’/1T e 14’/2T) e Édson Madureira (30’/2T)

Data: 27 de março de 1966

Local: Estádio Municipal Vidal Ramos Júnior – Lages

Competição: Campeonato Catarinense 1965 (final)

Árbitro: José Witti da Silva (Paraná)

*Mauricio Neves de Jesus é autor de “Aquelas Camisas Vermelhas”, livro que conta a história do Inter. Texto adaptado a partir do original, produzido para o blog do jornalista Lédio Carmona

Preserve o jornalismo e cite a fonte ao copiar. Se diploma não vale nada, a ética deve servir. Pelo bem do jornalismo. Equipe Redação em Campo.
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Jornalista e romântico por natureza. Apaixonado por futebol, xícaras e camisas de clubes. Coordenador de Marketing no Instituto de Oncologia do Paraná - IOP. Em busca dos sonhos e objetivos que a vida proporciona.

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