Avaí tem semana complicada nos bastidores da Ressacada
A derrota por 4 a 0 diante da Chapecoense no último domingo (20) alavancou uma série de problemas internos no Avaí. Após a goleada, o trabalho do treinador Raul Cabral a frente da equipe começou a ser posto em questão, por parte da torcida e da diretoria.
Na segunda-feira (21) os diretores do clube se reuniram na Ressacada para discutir a brusca queda de rendimento do grupo, que após terminar na vice-liderança do 1º Turno do Estadual, perdeu as 4 partidas que disputou na segunda fase da competição e amarga a última posição da tabela. Uma das principais pautas da reunião seria em relação a permanência do comandante azurra, e após um dia inteiro de reuniões, ao contrario do que se esperava, a diretoria resolveu mantê-lo no cargo. O diretor de esportes do Leão, Marcelo Gonçalves, ressaltou a importância de se manter o trabalho do treinador, independente dos resultados. ”É um momento delicado e precisamos acreditar nesse planejamento. A proposta é continuidade. Apesar do resultado esportivo no returno não estar sendo favorável. A princípio não cogitamos a saída do Raul. Nossa ideia é usar as informações que estamos colhendo e tentar encontrar o motivo da queda de desempenho e que juntos possamos encontrar novamente o que foi feito no turno”, afirmou em entrevista coletiva.
Jogador pediu rescisão de contrato nesta terça-feira (21). Foto: Alceu Atherino /Avaí oficial
Derrota gerou outros problemas
Depois de confirmada a permaneceria de Raul Cabral as coisas pareciam estar se ajeitando, mas outro problema surgiu dentro do elenco. Na terça-feira (22) o experiente zagueiro Antônio Carlos pediu rescisão de seu contrato com o clube, foi atendido e não é mais jogador do Avaí. O pedido teria sido feito logo após a última derrota no Catarinense.
O defensor de 32 anos que teve passagens por equipes como Botafogo, São Paulo, Fluminense e Atlético-PR, disputou apenas quatro partidas pelo Leão, diante de Coritiba, Metropolitano, Camboriú e Chapecoense, todas elas com derrota e sofrendo 12 gols ao todo. Em relação ao jogador, Marcelo Gonçalves diz ter compreendido a situação e mesmo não concordando, entende a sua escolha. ”Infelizmente o atleta tomou essa decisão, não foi possível reverter, conversei com ele logo após o jogo (contra a Chapecoense) no vestiário, mas na hora achei que era uma decisão precipitada, por estar de cabeça quente. Eu já estava preocupado antes do jogo, por eu ter jogado muito anos nessa posição, eu sei o que sente um jogador com reconhecimento nacional, experiente como ele, e enfrenta uma fase como essa”.
Problemas ”resolvidos” e bola pra frente
Já focando o confronto diante do Joinville no próximo sábado, às 18h30 na Ressacada, em partida válida pela quinta rodada do Returno do Catarinense, o treinador Raul Cabral segue a rotina de treinos da equipe, e vem trabalhando bastante a questão de posicionamento dos jogadores.
O meio-campo Caio César garantiu que o grupo está determinado e busca apresentar novamente o bom futebol do inicio do Estadual. ”Conhecemos nosso torcedor. Eles gostam de ver resultados. Nós mostramos uma cara no primeiro turno, e agora tem que mostrar do mesmo jeito. É ter a cabeça no lugar que o nosso time está tendo, estar tranquilo, sabe que é fase, momento. O time é o mesmo, não mudou ninguém,s então é manter a cabeça no lugar que temos tudo para ganhar sábado”, disse.
Preserve o jornalismo e cite a fonte ao copiar. Se diploma não vale nada, a ética deve servir. Pelo bem do jornalismo. Equipe Redação em Campo.[yuzo_related]
Douglas Albino
Estudante de Florianópolis, sonha em ser jornalista, apaixonado por esportes, amante do futebol e gamer nas horas vagas. Busco evoluir a cada dia e me tornar uma pessoa melhor.

