Naming Rights, a nova fonte de renda dos clubes

Em um ano de crise, cada vez mais as empresas encontram dificuldades de angariar receitas para construir bons times para os campeonatos que disputarão. A não ser equipes como Corinthians, Flamengo, Palmeiras, que são grandes e atraem um grande público, o que ajuda no momento de encontrar um apoiador.
Mas, por exemplo, Atlético Paranaense, Coritiba, Chapecoense e Figueirense, o que eles têm em comum nesta questão de patrocínio? Todos levam a marca da Caixa Econômica Federal em suas camisas, um banco estatal e que conta com muitos outros times pelo Brasil. Outros exemplos são os gaúchos Internacional e Grêmio, que contam com o Banrisul, banco estatal do Rio Grande do Sul, Tramontina e Tim. Todos os acordos assinados em conjunto.
No Brasil, uma tendência tem surgido, e que já é muito utilizada nos Estados Unidos e Europa, que são os naming rights, que dão o nome ao Centro de Treinamento, ou Estádio. A primeira vez que foi visto em terras brasileiras, foi na Arena da Baixada, que foi “comprada”pela Kyocera, empresa que fabricava celulares. Eles desembolsavam cerca de US$ 2 milhões por ano, para ter o nome Kyocera Arena, divulgado. Porém, havia uma grande resistência por parte da torcida que insistia em chamar pelo nome convencional.
Hoje, há o Allianz Parque, antigo Palestra Itália, do Palmeiras. A seguradora fez um contrato de 20 anos, onde desembolsará cerca de R$ 300 milhões. Já no Nordeste, a Itaipava desembolsa R$ 20 milhões por ano com a Arena Fonte Nova, em Salvador (BA) e Arena Pernambuco, em Recife (PE). Mas há uma forte resistência por parte de vários veículos em divulgar os nomes, o que freia um pouco a procura deste tipo de patrocínio.
Nos Estados Unidos, praticamente todos os Estádios da Liga Nacional de Futebol Americano (NFL) e da Liga Nacional de Basquete (NBA) contam com patrocinadores. O MetLife Stadium, (New York Jets e New York Giants), Gillette Stadium (New England Patriots), FedEx Field (Washington Redskins), Mercedez-Benz Superdome (New Orleans Saints), todos contam com nomes de grandes empresas. American Airlines Arena (Miami Heat), AT&T Center (San Antonio Spurs), Oracle Arena (Golden State Warriors), Barclays Center (Brooklyn Nets), são outros exemplos do basquete e que levam o nome de marcas conhecidas e que já estão na boca da torcida. Na Europa, os casos mas famosos são os casos do Allianz Arena, que é compartilhado pelo Bayern de Munique e Munique 1860, e o Emirates Stadium, do Arsenal.
Aqui no país tupiniquim, há pouco tempo começou a mudar a questão dos patrocínios a algumas competições, como a Copa do Brasil, que já teve os nomes da Perdigão e da Kia, mas atualmente conta com a Sadia, tornando-se Copa Sadia do Brasil. No Brasileirão, a Petrobras por muito tempo colocou sua marca atrelada ao principal campeonato do país, e hoje, a Chevrolet está com o seu nome junto a competição.
O que se sabe, é que a cultura de patrocínio está mudando. Anteriormente, as equipes contavam apenas com um máster, porém hoje, várias marcas estampam os uniformes, parecendo em muitos casos, um letreiro ou uma página de anúncios. Há também os patrocínios pontuais, onde se escolhe alguns jogos apenas, mas este é um papo para outra hora. O que se espera é que os naming rights venham com força, assim possam ajudar as equipes menores a lutar por títulos e trazer alegria a suas torcidas.
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Edno Pereira Junior
Jornalista com muito orgulho. Fissurado em esportes desde os mais estranhos possíveis. Novo fã do Curling. Simpatizante de diversos clubes da Europa, principalmente o Manchester United e Real Madrid. Esse jovem jornalista quer cada dia mais aprender sobre coisas novas.


