Novato, Maringá Futebol Clube comemora cinco anos de conquistas

Nesta sexta-feira (27), o Maringá Futebol Clube comemora cinco anos de idade. Um dos “caçulas” da elite estadual do futebol paranaense, a equipe comemora a data em um excelente momento: a vaga garantida para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série D em 2016 e a recente conquista da Taça FPF, diante do Toledo. Com o retorno do protagonismo do futebol maringaense na elite estadual, a “Cidade Canção” adotou a equipe e espera que este bom momento perdure. Mas, qual é a história da Zebra até hoje?
Fundado em 27 de novembro de 2010 como Sociedade Esportiva Alvorada Club, o Maringá surgiu no Jardim Alvorada, um dos maiores e mais tradicionais bairros da cidade. Criado na expansão da região norte, na década de 1960, a Cobal Loteadora foi a responsável pela compra da Fazenda Santa Lina, de propriedade de Alexandre Rasgulaeff (hoje nomeando uma das principais avenidas do bairro). E foi lá, neste tradicional bairro, que Aparecido Domingos Regini - o Zebrão, deu o pontapé inicial para equipe.
Zebrão é um personagem conhecido em Maringá. Apaixonado por futebol, sempre acompanhava os jogos nos estádios. Até que a paixão se tornou realidade, fundando o clube e disputando campeonatos no amador - além de manter escolinhas de categorias de base. Envolvido com a política, o agora Presidente de Honra do time foi vereador por três legislaturas - 2001 a 2004, 2005 a 208 e 2009 a 2012.
Da Terceirona à elite do Futebol Paranaense
O ano de 2010 veio com a profissionalização do time e a conquista do Campeonato Paranaense da Terceira Divisão, batendo o Agex/Iguaçu de União da Vitória. Para 2011 houve a primeira mudança na nomenclatura da equipe, passando a se chamar Grêmio Metropolitano Maringá e a consequente troca do escudo: de verde para o atual tricolor, com o verde, preto e branco.
Já entre 2011 e 2012 a equipe permaneceu na segunda divisão do Campeonato Paranaense, não obtendo o acesso. A posta da diretoria teve sucesso em 2013: uma equipe formada por conhecidos do futebol local - como Léo Maringá, capitão daquela conquista e de “apostas”, casos de Zé Leandro e Serginho Paulista. Foram duas vitórias sob o Prudentópolis, com o gol do título anotado por Cristiano, um dos ídolos da torcida local. Vale lembrar que em 2012 o nome da equipe passa a ser somente Metropolitano Maringá, uma clara tentativa de desvincular a equipe do tradicional Grêmio Maringá, oponente local na época.
O glorioso ano de 2014
O 2014 começou para o Maringá com a expectativa de manutenção na primeira divisão do campeonato estadual. A mudança do nome para Maringá Futebol Clube vinha na tentativa de ampliar a identidade visual e aproximar a equipe da torcida. Entretanto, nem o mais otimista torcedor poderia imaginar que aquele ano seria o da consagração da Zebra. O vice-campeonato diante do Londrina, em uma “amarga” derrota nas penalidades máximas em pleno Willie Davids ainda está na memória do torcedor. Um time com boa defesa - formada por Ednaldo, Reginaldo (conhecido como Reginaldo Bolt, pela velocidade na lateral-direita), Fabiano, Juninho e Fernandinho; Zé Leandro, Serginho Paulista, Léo Maringá e Max; e o ataque com Cristiano e Gabriel Barcos. O técnico era Claudemir Sturion, acompanhando a equipe desde 2013.
Diante do destaque na competição estadual, o segundo semestre foi consolidado com a disputa do Campeonato Brasileiro da Série D. Em um grupo contando com a Cabofriense-RJ, Brasil de Pelotas-RS (que adiante conseguiria o acesso), Ituano-SP (Campeão Paulista daquele ano) e Guarani de Palhoça-SC, o Maringá não passou para a segunda fase. O orçamento para contratações era baixo e alguns investimentos não vieram, o que valeu de experiência para a equipe.
2015: um período de consolidação e título
As mudanças não foram grandes para o elenco em 2015. O Maringá entrou no Campeonato Paranaense como um dos favoritos - vide a boa campanha do ano anterior. A equipe manteve a base, mas demorou a engrenar na competição. A primeira vitória viria somente diante do Nacional, em Rolândia. Daí em diante a equipe “embalou”, terminando a primeira fase na quarta colocação. A partida válida pelas quartas-de-final, contra o Londrina, traria o filme do ano anterior novamente: eliminação nos pênaltis em pleno Willie Davids.
Haveria ainda a Copa do Brasil para disputar. Classificado diante do Madureira-RJ, o Maringá enfrentaria o Santos. Na partida de ida, em Maringá, empate em 2 a 2. No jogo de volta, na Vila Belmiro, um gol sofrido no final de segunda etapa selou o destino da equipe na competição.
Sem a vaga na Série D do Campeonato Brasileiro, o foco estava voltado para a Taça FPF, uma competição sub-23 e que daria a sonhada vaga para 2016. Com um elenco totalmente reformulado, Edson Vieira assumiu a equipe. Após desentendimento com atletas, o campeoníssimo Fernando Marchiori (ex-treinador do Cuiabá) foi o escolhido pela direção. O resultado foi a invencibilidade até a final, batendo o Toledo por 2 a 0 no jogo de ida e empatando em 1 a 1. A soma deu ao Maringá Futebol Clube o título da Taça FPF - talvez o mais importante da história do clube - e a vaga na Série D para 2016.
Expectativa e nova diretoria
As mudanças continuaram em 2015 para o Maringá. O diretor de futebol, Paulo César Regini deixou a equipe. A dupla João Regini e Zebrão agora comanda a diretoria do clube. Para 2016, o treinador escolhido foi Edison Borges, com passagens pelo Coritiba e Foz do Iguaçu, principalmente. A expectativa é fazer um bom Paranaense, preparando a equipe para a Série D, na tentativa de conseguir a vaga para a Terceira Divisão (Série C) do Campeonato Brasileiro.
Preserve o jornalismo e cite a fonte ao copiar. Se diploma não vale nada, a ética deve servir. Pelo bem do jornalismo. Equipe Redação em Campo.




