Segundo turno da PL da cerveja é suspenso por cinco dias

Nesta quarta-feira (26), os vereadores de Curitiba adiaram em cinco dias a votação em segundo turno do projeto de lei que autoriza a venda e o consumo de bebidas alcoólicas nas praças esportivas. Tal decisão foi simbólica, pois os parlamentares não precisaram registrar seus votos no painel eletrônico. Paulo Salamuni (PV) fez o requerimento para poder ter mais discussões sobre a nova PL. “Cabe a essa liderança ouvir a opinião dos 38 vereadores sobre matérias importantes. Vamos depois de uma ampla mobilização destes vereadores chegar a um denominador comum”, disse.
Não houve um consenso para poder adiar a votação em segundo turno, alguns vereadores deram votos contrários para o adiamento. Após a decisão, os parlamentares subiram à tribuna para dar argumentos sobre as razões dos seus votos. A casa abriu a tribuna para representantes da Polícia Militar e Ministério Público, que são contra o projeto de lei, explicarem os motivos pelo qual as bebidas alcoólicas devem ser proibidas.
Os estados da Bahia, Rio Grande do Norte e Minas Gerais já têm o livre comércio para bebidas alcoólicas nos estádios. Mas há algumas ressalvas, por exemplo, no estado mineiro a bebida só pode ser comercializada até o início do segundo tempo do jogo.
A Polícia Militar mostrou dados e apresentou para a Câmara, depois da proibição, os casos de violência diminuíram pela metade. O major Alex Breunig, que representou a PM chegou a declarar algo polêmico para os vereadores: “Cada vez que um vereador oficiar a PM solicitando segurança, vou responder com o placar dessa votação na mão”.
A discussão continua, os vereadores contrários falam sobre a violência da torcida e a inconstitucionalidade, entretanto, os favoráveis dizem que os torcedores já bebem fora do estádio e que a legislação não é específica ao determinar o tipo de bebida que é proibida.
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