Coritiba precisa superar o desempenho do primeiro turno do Brasileirão

A Série A do Campeonato Brasileiro chegou à metade após 19 rodadas disputadas e muitas oscilações na tabela de classificação. O Coritiba, no entanto, enfrenta dificuldades desde as primeiras partidas e luta para sair da zona de rebaixamento, devido ao baixo desempenho do alviverde paranaense.
Com 18 pontos, o Coxa é o 18º colocado, a mesma posição do fim primeiro turno de 2014, porém, com um ponto a mais. Contudo, se levar em conta o ano de 2013, aparentemente o número oito se torna uma constante, já que naquele campeonato, a esta altura, o Coritiba era o 8º na tabela, com 28 pontos.
Baixo desempenho
Em 2015, o Coxa iniciou o Brasileirão após perder o título do Campeonato Paranaense para o Operário com uma atuação abaixo do esperado, e que passou a se refletir na competição nacional, começando pela estreia com derrota por 2 a 1 diante da Chapecoense, fora de casa. Aliás, além da coincidência dos números, o que vem assombrando o Verdão nos últimos anos também é a dificuldade de vencer longe do Couto Pereira, pois até agora, os três pontos vieram na bagagem apenas uma vez, já na 19ª rodada contra o Vasco, no último sábado (15), enquanto que sete, dos outros nove confrontos fora de casa terminaram em derrota.
Contudo, a situação tornou-se complicada à medida que os resultados não aconteceram nem ao lado da torcida no Alto da Glória, que viu o time vencer apenas três vezes, contra Grêmio, Cruzeiro e Palmeiras, com intervalo de sete e nove rodadas respectivamente. Os empates, no entanto, prevaleceram por quatro vezes, o dobro das derrotas.
De olho no garoto
Em geral, os placares conquistados pelo Coxa foram baixos, seja em derrota, igualdade ou vitória, sendo que o 1 a 0 aconteceu mais vezes, ao lado do 2 a 0 (ambos quatro vezes), seguido pelo 0 a 0 (em três oportunidades), sendo que o Santos aplicou a maior goleada até então, com os 3 a 0 alcançados na Vila Belmiro. Não à toa, o saldo coxa branca de gols marcados é de apenas 13 gols, dez a menos que os que levou.
O responsável por balançar as redes nos acréscimos e ser decisivo em três ocasiões entrou despretensiosamente contra a Ponte Preta e marcou nos apagar das luzes o gol que deu a classificação ao time para as oitavas de final da Copa do Brasil. Depois disso, Evandro com seus gols foi de certa forma “responsável” por cinco pontos conquistados no Campeonato Brasileiro, já que livrou o Coxa da derrota contra o Corinthians e Goiás (jogo em que o recorde de público no Couto nesta temporada foi batido), ao empatar as partidas e dar a vitória diante do Vasco, tornando-se assim o artilheiro do time e o “iluminado” do Alto da Glória.
“Tenho que valorizar o grupo e cada um aqui que me acolheu muito bem. Eu sempre vou tentar fazer meu trabalho do melhor jeito e graças a Deus eu fiz meus gols”, afirmou o atacante de apenas 18 anos.
A busca no segundo turno
Nos últimos anos, a média para se livrar do risco de rebaixamento é de 45 pontos. Levando isso em conta, é necessário que o Coxa vença ao menos nove, das 19 partidas que tem para disputar na segunda metade do campeonato. O número parece facilmente alcançável, contudo, se levar em conta o desempenho até o momento, o alviverde precisa praticamente triplicar as vitórias que já conquistou.
Até agora, o clube paranaense sofreu turbulências dentro e fora de campo, com troca de técnico (no início da competição, Marquinhos Santos é quem comandava a equipe, Ney Franco assumiu o grupo a partir da sétima rodada) e parte da diretoria foi desfeita, devido a interesses contraditórios. No elenco, houve até lista de dispensas e contratações que até o momento não cessaram.
Entretanto, o fim do primeiro turno ficou marcado, segundo os membros do clube, como um momento de união total entre todos os envolvidos e esse é um dos segredos para alcançar os resultados almejados. “Nosso grupo está unido desde o começo. Todos juntos, comissão e jogadores. Esta união tem feito a diferença mesmo”, ressaltou Ney Franco.
O Alviverde volta a campo no próximo domingo (23), contra a Chapecoense, em casa e dá a largada na fase final e decisiva do Brasileirão.
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Geane Godois
Buscando aliar a paixão pela escrita, por contar histórias e pelo esporte, escolhi o jornalismo como profissão há três anos e meio, quando iniciei a graduação na PUCPR. Setorista do Coritiba no Redação em Campo.

