O brasileiro de bigode grosso que pode mudar o rumo do futebol mexicano

Pouco se conhece o nome de Ricardo Ferretti no Brasil. Do técnico carioca, ex-jogador revelado no Botafogo e com passagens por Vasco e Bonsucesso, pouco se lembra no futebol brasileiro. Quem vê o homem de expressão fechada e grosso bigode à beira do campo é capaz de apostar que Tuca Ferretti é um mexicano de nascença. Pois Ricardo Ferretti de Oliveira, brasileiro do Rio de Janeiro, está prestes a mudar de vez o rumo do futebol mexicano.
Em terras astecas desde 1977, Ferretti atuou em grandes do país nos quase 15 anos de carreira como jogador no México. Conquistou dois campeonatos mexicanos e duas Copas dos Campeões da Concacaf (atual Concachampions). Todos os títulos vencidos pelo Pumas, clube onde é o segundo maior artilheiro da história, com 182 gols. Além de uma Copa México pelo Toluca.
Seu nome já havia ficado marcado dentro de campo, mas foi à beira dele que Tuca Ferretti conquistou os mexicanos. No próprio Pumas, começou sua carreira como técnico e, contrariando a “lógica” do futebol local, fez um longo trabalho à frente da equipe. E esta é a grande marca do treinador. Apesar das constantes mudanças nos comandos das equipes e até nas diretorias dos clubes, Ferretti nada contra a corrente e ignora a “lógica” realizando trabalhos longos. Foi assim à frente de Pumas, duas vezes, Chivas, e agora no Tigres.
Como treinador, conquistou mais títulos. Levou três campeonatos nacionais, uma copa e uma Concachampions. Escreveu mais um capítulo em sua história com conquistas, colocou mais uma vez seu nome na trajetória do futebol mexicano. Mas além de taças, ganhou respeito e admiração por seu trabalho no México.
A história de Ricardo Ferretti confunde-se com o crescimento do futebol mexicano e sua liga. O nome do treinador, conhecido por ser linha dura, sem sorrisos, já está na história do futebol do país. Mas em 2015 o técnico pode ter influência direta em uma mudança de rumos para os clubes mexicanos.
No comando do Tigres há cinco anos, chega agora pela primeira vez à final da Libertadores. É apenas a terceira vez que um clube do México decidirá a competição mais importante das Américas. A busca é pelo primeiro título. Se os times do país já começam a “tomar gosto” pela competição, uma conquista pode despertar de vez o interesse dos dirigentes, jogadores e torcedores mexicanos pela Libertadores.
O próprio futebol brasileiro, que hoje vive obcecado pelo título, precisou de um longo tempo para perceber a importância da competição. Uma possível conquista do Tigres sobre o River pode ser o “estalar de dedos” que o México precisa para entrar de vez na briga pela Copa mais cobiçada do futebol Sul-Americano.
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