Não foram muitos que “trocaram o vinho pelo café” para torcer pelo Grêmio
Primeiro domingo de Brasileirão em 2015. As mães acordaram cheias de beijos e carinhos pelo seu dia. Mas o sol mal havia se colocado no céu em Porto Alegre e já haviam viventes rumando à Arena do Grêmio para a estreia do Tricolor. Porém, nem tantos assim, não foi muita gente que trocou o ‘vinho’ pelo ‘café’ para ver o Tricolor no dia de todas as mães.
O incomum horário foi testado no Brasileiro após o suposto sucesso dos primeiros testes, com o Palmeiras, no Paulistão. Mas a CBF há de convir que nesta temporada, se marcassem jogo às três da manhã a torcida do Porco encheria o Allianz Parque. A média de 30 mil pessoas nas duas partidas do Verdão neste horário não registrou nada muito diferente dos mais de 28 mil de média da equipe na competição toda.
Ainda há o “detalhe” de ter colocado o Grêmio para jogar às 11h em pleno Dia das Mães, quando os familiares se reúnem para o tradicional almoço com a homenageada da data. Na Arena do Grêmio, os pouco mais de 11 mil pagantes não chegaram nem perto da média do clube no Gauchão (19.987 pagantes). Isto que era uma estreia de Brasileirão, jogo que naturalmente atrai o torcedor ao estádio.
Não é possível fazer um balanço e considerar o novo horário um fracasso após uma rodada de teste. Mas também não se pode dizer que foi um sucesso baseado na resposta da torcida palmeirense. Também é preciso analisar que para nós da imprensa e para os torcedores, até entendo que o horário seja interessante, mas será que para os jogadores a rotina não é alterada de forma que afete o desempenho?
Mamutes e Macacas
Dentro de campo, um 3 a 3, mas que nem de longe foi um jogaço. O promissor Yuri Mamute despontou na artilharia da competição e marcou dois bonitos gols para o Grêmio. Matías Rodríguez fez o terceiro do Tricolor. A Macaca chegou aos gols com uma pintura de Renato Cajá, provando que a ‘Lei do Ex’ continua válida, Rildo, e Diego Oliveira, no último mover de músculos da partida.
Se não faltaram gols, o árbitro também não poupou amarelos. No melhor estilo “à brasileira”, o senhor Héber Roberto Lopes distribuiu cartões como doces no Dia das Bruxas. Foram nada menos que nove (NOVE) de cor amarela e um vermelho. Destaque para o amarelo recebido pelo artilheiro do jogo, Mamute, pela audácia de comemorar junto à torcida.
Onde vamos parar?
Toco y me voy!
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