De promissor à queda: a caminhada do Marcílio até a Segundona

Se no início do campeonato, o Marcílio Dias era a sensação do Catarinense 2015, o fim de competição terminou da pior maneira possível: Último colocado e rebaixado para a 2ª divisão. A derrota para o Guarani confirmou a queda que resulta na inatividade do clube até o segundo semestre de 2016, data da rodada de abertura da Série B Catarinense.
Nem mesmo os diversos jogadores experientes deram conta do recado, como o lateral, Thoni (35), zagueiro Rogélio (32) e Rodrigo (38). No meio de campo, Leanderson (32) e Athos (34). No ataque, Soares e Schwenk, talvez o único destaque da equipe, terminando a competição com seis gols.
A equipe até começou bem a competição, mesmo cumprindo perda de mando de campo, tendo que jogar em Camboriú. Lá, o Marcílio realizou três partidas, tendo uma derrota e duas vitórias, uma delas, marcante. A virada por 4 a 3 sobre o Figueirense.
Ali parecia que ao menos, o Marinheiro passaria pelo Catarinense sem sustos. Ledo engano. A volta à Itajaí não surtiu o efeito esperado. Na “estreia” em casa, derrota para a Chapecoense. Começava a ruir os planos marcilistas.
Outro ponto determinante para o rebaixamento foi a campanha fora de casa. Apenas um ponto conquistado, logo na 1ª rodada. Depois disso, foram seis derrotas.
Na reta final da 1ª fase, a equipe ainda brigava pela vaga entre os seis, mas a escalação irregular do jogador Rodrigo Pita e a perda de seis pontos foram um banho de água fria. O clube estava automaticamente no quadro dos times que lutavam contra o descenso.
O técnico Guilherme Macuglia já havia deixado o cargo. Assumiu Leandro Campos. O início da guerra contra o rebaixamento foi até promissor. Em três rodadas, duas vitórias. Porém, mais uma vez, os jogos longe de Itajaí derrubaram o time. O 3 a 0 para o Avaí e a acachapante derrota para o Ibirama em casa por 4 a 1 decretaram o funeral. Aí foi só, como diz o ditado popular, fechar a tampa do caixão e beijar a viúva.
Resta aos torcedores, diretoria e empresários se unirem novamente, traçar um planejamento visando o centenário do clube, daqui há quatro anos. Voltar a elite do futebol catarinense é obrigação, mas só isso não basta. Os marcilistas querem mais, querem o cilio de volta na briga por títulos. Capacidade tem, é preciso tirar do papel e colocar em prática. Desde já.
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No futebol, infelizmente as coisas nem sempre ocorrem de acordo com o planejado, embora todos os trabalhos foram voltados para o melhor do Clube.
Estamos entristecidos, porque antes de tudo somos Marcilistas. Porém, devemos erguer nossas cabeças e continuar a trabalhar por nosso Clube para que este, em um futuro próximo, esteja novamente em seu devido lugar, não só em âmbito Estadual, mas também em nível Nacional.
Apesar das adversidades e do momento difícil, o Clube permanece aberto a todos os Marcilistas que desejam o bem de nosso quase centenário Marinheiro.
Diretoria Executiva
Clube Náutico Marcílio Dias
Biênio 2015/2016
Preserve o jornalismo e cite a fonte ao copiar. Se diploma não vale nada, a ética deve servir. Pelo bem do jornalismo. Equipe Redação em Campo.
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