Grecal: Um ano para ser esquecido
O ano de 2014 pode ser considerado o pior da curta história do Grecal. Em seu sétimo ano de história, quarto como profissional, o clube passou por dificuldades que fizeram com que a temporada fosse desastrosa. No Sub-18, várias goleadas e um resultado humilhante. No profissional apenas um ponto na Terceirona e a exclusão por W.O.
O Grecal foi fundado em 2007 focado na formação de atletas. Após retrospectos bons, a equipe foi filiada a Federação Paranaense. Em 2010, terminou o Paranaense Sub-20 na quinta colocação, sendo eliminado pelo Corinthians Paranaense na fase eliminatória. Em 2011, o Azulão disputou pela primeira vez a Terceirona, terminando na terceira colocação. Após a desistência do Iguaçu, foi convidado para participar da Segundona. Houve uma grande festa em Campo Largo, com direito a carreata e os jogadores festejando em um caminhão de bombeiros. Em 2012 o time acabou rebaixado e houve uma troca de diretoria. Em 2013, o clube ficou em quinto colocado na Terceirona, ficando na frente apenas do Sport Campo Mourão.
Mas em 2014 o sucesso não voltou e o que era ruim, ficou pior. O Grecal abriu as portas para um diretor de futebol colocar seu time Sub-18, que iria jogar o Paranaense Sub-17 e a Terceirona. Porém, denúncias sobre esse diretor chegaram a diretoria do Azulão. “As denúncias eram verdadeiras e o afastamos. Porém, ele conseguiu convencer os jogadores de deixar o Grecal”, explicou o presidente, Osmar Campagnaro. Após isto, o clube fez um apanhado de jogadores para o Sub-18. O resultado foram as goleadas de 12 a 0, 17 a 0, para Atlético, Coritiba e Paraná.
No segundo semestre foi feita uma nova parceria para o Sub-17, os resultados foram melhores, mas não o bastante para atrair parceiros. Como já estava no planejamento, o time da categoria de base iria disputar a Terceirona. Sem parceiros, houve dificuldade para inscrever jogadores. Na primeira rodada, um W.O. Depois, o treinador Terra Júnior, com a ajuda de pais dos atletas, pagava as despesas com viagens e jogos. Até a quarta rodada, apenas 14 jogadores estavam inscritos, o resultado foram duas goleadas de 6 a 0 e 8 a 3, para Pato Branco e Batel, respectivamente. Na rodada seguinte, um empate sem gols com o Andraus, o único ponto na competição. Na virada de turno, o treinador Terra Júnior foi mandado embora, com Emerson Moraes assumindo. Depois, as dificuldades seguiram, mas com o clube fazendo bons jogos. Mas faltando duas rodadas, o clube não compareceu a partida contra o Andraus, em Campo Mourão, sendo excluído da competição.
Além dos problemas financeiros e com o elenco, a questão de logística também atrapalhou o Grecal. O Estádio do Fanático, em Campo Largo, não obteve todos os laudos. De acordo com Terra Júnior, todas as avaliações foram feitas, mas faltou liberar o laudo. “Fizemos tudo conforme o pedido, ficou preso nos bombeiros e não sabemos porque liberou”, afirmou o treinador. Com isto, mais o planejamento financeiro foi ultrapassado, pelos gastos com viagens e estádios fora, os quais o Azulão mandou seus jogos. Outro prejuízo foi com a cidade local, onde houve uma quebra de afinidade com a população local. “Eu acho que vocês sabem mais do Grecal do que eu”, brincou o jornalista da cidade Célio Vigilato.
Para 2015
O planejamento do Grecal para 2015 já está sendo feito. Após a exclusão, amistosos foram feitos para o encerramento da temporada. Alguns resultados foram vexatórios, como o 12 a 0 para o Maringá, mas a intenção é já ter uma base para ter uma próxima temporada próspera. Alguns jogadores conseguiram um lugar melhor, como foi o caso do volante Lucas Miguel, que foi para o Prudentópolis, junto com o meia Vinícius Souza e o atacante Leandro. Moraes assumiu a diretoria de futebol e contratou uma comissão técnica nova, com Nivaldo Jorge, o Juninho, como treinador. Além disto, foram trazidos preparador de goleiros, preparador físico e diretor financeiro. Na parte financeira, o Azulão consulta a Federação para quitar suas dívidas e poder voltar 2015, querendo apagar tudo que deu errado em 2014.
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