A torcida esperava um ano com menos sofrimento para o Figueirense. Após classficar-se para a elite do Campeonato Brasileiro em 2014, na última rodada, vencendo o Bragantino fora de casa e contando com a ajuda dos adversários, o Furacão esperava que essa temporada fosse de alegrias.
O ano começou bem, com a campanha da segunda fase do estadual, o Figueirense ganhou a chance decidir em casa e conquistou o título catarinense, após dois emocionantes jogos contra o Joinville. Na primeira partida, o Tricolor venceu na Arena Joinville por 2 a 1, gols de Wellington Saci e Edigar Junio, com Éverton Santos descontando para o Furacão. A segunda partida foi no Orlando Scarpelli, onde o Figueira deu o troco e venceu também por 2 a 1, gols de Lucio Maranhão e Dudu, com Wellington Saci descontando para o Joinville. Com um regulamento controverso, que dava a taça para o time que vencesse a segunda partida, em caso do saldo de gols das finais, fossem iguais, o Figueira saiu beneficiado e acabou conquistando seu 16º Campeonato Catarinense.
Porém a Copa do Brasil mostrou que esta temporada não seria fácil. O Figueirense foi eliminado na segunda fase, pelo Bragantino. Na primeira fase, venceu o Plácido de Castro, do Acre, mas apenas no jogo de volta, por 3 a 1. Já contra o time paulista perdeu a partida de ida por 2 a 1 e venceu a de volta pelo mesmo placar. Foi eliminado nos penaltis em casa por 4 a 3.
Pelo Campeonato Brasileiro, o início não foi nada bom e na segunda rodada houve a primeira troca de técnico. Vinicíus Eutrópio, que subiu com a equipe e foi campeão estadual após seis anos, foi demitido pelo mal começo. Nesse mesmo momento, Marcos Assunção, principal jogador do grupo pediu para sair. Eutrópio comandou a equipe por 42 partidas, sendo 19 vitórias, 10 empates e 13 derrotas.
Guto Ferreira assumiu a equipe, mas também não deu certo. Três meses depois foi demitido na eliminação da Copa do Brasil e dirigiu a equipe em 11 partidas, sendo sete derrotas, três vitórias e um empate. O terceiro e último técnico na temporada foi Argel Fucks, que chegou para organizar a casa e tentar livrar o Figueirense do rebaixamento. Mas a primeira partida foi contra o então líder Cruzeiro fora de casa. O Furacão perdeu por 5 a 0, dando uma má impressão na torcida, que já pressionava a diretoria por atitudes.
Porém o técnico Argel e o grupo de jogadores deram a volta por cima e livraram o Figueirense do rebaixamento. A equipe terminou a competição em 13º, com 47 pontos, 13 vitórias, oito empates e 17 derrotas. 37 gols pró e 47 contra, saldo de menos 10 e um aproveitamento de 41,2%.
Os números gerais do Figueirense nesta temporada foram: 59 partidas com 23 vitórias, 14 empates e 22 derrotas. Foram ao todo 68 gols pró e 68 gols contra, com zero de saldo. O artilheiro na temporada foi Pablo, com 12 gols, em todas as competições. O jogador que mais atuou com a camisa do Furacão foi o goleiro Tiago Volpi, com 56 partidas disputadas no ano.
O que a torcida mais espera para 2015, é que o Figueira conquiste novamente um título, mas também melhore nas competições nacionais.
Redação em Campo Porque o futebol é a nossa paixão.
