O grande dia chegou, a ansiedade aumentava e a expectativa era alta. Nada poderia dar errado. Era o jogo da vida, o jogo da redenção. O Racing entrou em campo buscando uma vitória que valeria por 13 anos. Mais um triunfo para a então sequência de quatro consecutivos e o título estaria assegurado. Nada mais importaria.
A entrada em campo já mostrou o que seria do Cilindro na noite redentora de domingo. Houve até poucos efeitos pirotécnicos, se comparado a outros recebimentos, mas as arquibancadas pulsavam. Todas as almas na cancha eram uma só, todos os pensamentos eram únicos.
Nada de redes balançando na primeira etapa. E coube a Centurión, o prata da casa, o menino de Avellaneda, logo nas primeiras voltas do ponteiro na segunda etapa, colocar a testa na bola e ver os cordéis do Godoy Cruz estufados. Explode El Coliseo. Racing com as mãos ao céu.
Com a vantagem no placar El Cilindro balançava ainda mais que no início de jogo. O que não balançava era a confiança do torcedor do Racing. Nem mesmo o gol do River sobre o lanterna Quilmes abalou a fé blanca y celeste. O apito do árbitro colocou fim à partida e ao sofrimento. O 17º campeonato argentino de La Academia trouxe a redenção à uma torcida que não comemorava há 13 anos. O título ainda colocou o Racing à frente do grande rival Independiente no número de troféus nacionais.
Foi a redenção de uma torcida com alma. Foi a redenção de um futebol que sangra. Foi a redenção de um clube/sentimento. Um vício inabalável que não repeita a lógica. Foi a redenção também para o Príncipe Milito, remanescente da última conquista em 2001 e que voltou com a promessa de levar o clube à glória novamente.
Avellaneda ficou pequena para este Racing, que mira La Copa como nunca. A América está pronta para se vestir de celeste y blanco.
Muchachos, traigan vino!
Fotos: Divulgação/Racing Club.
Redação em Campo Porque o futebol é a nossa paixão.
