quinta-feira , 25 dezembro 2014
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Alekssandro Fogagnoli assumiu a presidência da LIF em julho de 2014. Foto: Bruno Zanette/Redação em Campo

Liga Iguaçuense completa 40 anos em 2015 e possui projetos audaciosos

O ano de 2015 será especial para a Liga Iguaçuense de Futebol (LIF). A entidade que comanda o futebol amador em Foz do Iguaçu completará 40 anos. Fundada em 1975, a LIF passou por vários presidentes ao longo dos anos que contribuíram para o desenvolvimento do futebol local. Também houve períodos de crise, dívidas e a entidade ligada à Federação Paranaense de Futebol (FPF) passou por alguns períodos inativa.

“A Liga tinha algumas pendências junto ao município, ao Estado e ao Governo Federal e não conseguiríamos dar sequência no que a gente tem ideia em relação ao desenvolvimento da LIF se nós não quitássemos ou regularizássemos a questão da Liga junto a essas entidades. Foi o que nós fizemos num primeiro momento”, explicou o atual presidente, Alekssandro Fogagnoli. Ele assumiu a presidência em julho e os primeiros meses foram para uma reestruturação interna da LIF. E isso se reflete também nos clubes, que disputam o Campeonato Amador da cidade, atualmente organizado pela Secretaria de Esporte local.

Espaço Marel é a nova sede da LIF. Foto: Bruno Zanette/Redação em Campo

Além de voltar a organizar os campeonatos de base, Aspirantes e a Primeira e Segunda Divisão do Amador, a LIF planeja também indicar uma equipe para a Taça Paraná de Futebol Amador em março e, em 2016, ter um time criado dentro da LIF, disputando a Terceira Divisão profissional. A partir do momento que uma equipe de futebol passa a ser profissional, o processo muda completamente. De acordo com o presidente da LIF, é necessário vislumbrar um objetivo para os jovens e adolescentes que participam das categorias de base.

“A Liga como entidade tem, dentro de seu estatuto e por objetivo principal, o apoio no desenvolvimento dos projetos do futebol amador. Quando entra no futebol profissional, a Liga não teria assim, de certa forma, obrigação nesse processo. Mas não tem o porquê você fazer o futebol de base na Liga, por exemplo, se você não aspira com que essas crianças, esses jovens e adolescentes passem por essa base e não se tornem um dia jogador de futebol profissional. Então nós temos que ter um espelho, um fator motivacional neste processo que é uma equipe no futebol profissional”, comentou.

Mas, como seria formada essa equipe? Segundo Fogagnoli, o projeto é que seja um time em sua maioria com atletas da cidade e subir à Divisão de Acesso fica a princípio, em segundo plano. “A ideia num primeiro momento de se jogar a Terceirona não é nem subir para uma Segunda. É ter um time, se possível, 80% a 100% de atletas amadores. Se subir, tudo bem, se não subir, paciência, é um projeto de formação. Nós temos que criar raiz, Foz do Iguaçu tem que ter raiz. Acredito que se tivermos um time na Segunda Divisão com pelo menos 30% de atletas da casa, a gente lota qualquer estádio aqui dentro do município, porque você vai ter uma estrutura, um comprometimento”, finaliza.

Atualmente, a cidade tem no futebol masculino o Foz Futebol Clube e no feminino, o Foz Cataratas. E pela quantidade de eventos esportivos que acontecem na tríplice fronteira, é uma prova que haveria espaço para mais um time no coração dos torcedores. A LIF já planeja a captação de recursos para estruturar essa equipe, formada basicamente por atletas iguaçuenses.

Preserve o jornalismo e cite a fonte ao copiar. Se diploma não vale nada, a ética deve servir. Pelo bem do jornalismo. Equipe Redação em Campo.

Sobre Bruno Zanette

Bruno Zanette
Jornalista, nascido em Foz do Iguaçu, pós-graduado em Mídias Digitais pela FAG, de Cascavel. Entrou para o Redação em Campo em janeiro de 2014. Antes passou por CBN Foz e Clickfoz. Nas (poucas) horas vagas gosta de assistir filmes e não dispensa o rock n' roll.
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