Com mais 2 anos de contrato, Ricardinho quer recolocar Tigre na Série A em 2016
Ricardo de Souza Silva ou simplesmente Ricardinho, natural de Votuporanga (SP) iniciou sua carreira no Canoas e tem passagens por Marília, Noroeste, Bangu e Joinville. No JEC disputou três catarinenses e junto com o clube ergueu a taça do Campeonato Brasileiro Série C de 2011, vestiu a camisa do clube em 161 jogos marcando 25 gols. Grande história, que segundo o jogador não foi afetada de forma alguma com a mudança para o rival Criciúma.
Meia de origem, mas diversas vezes atuando também como segundo volante, Ricardinho tem uma técnica apurada e precisão no passe. Chegou ao Tigre em outubro de 2013 e foi fundamental em vários jogos ajudando o clube a escapar do rebaixamento.
Já em 2014 as oportunidades de atuar não apareceram com tanta frequência. Foram apenas 12 jogos dos 37 disputados pelo Criciúma neste Brasileirão.
O jogador respondeu algumas perguntas do Redação em Campo e sente que poderia ter sido mais aproveitado durante a temporada, mas ressaltou que respeitou todos os treinadores que passaram pelo clube durante no ano e quer ajudar o Criciúma à voltar para a elite do futebol nacional em 2016.
Guilherme Cajeu - Você sente que sua imagem ficou um pouco arranhada por se transferir para um rival do Joinville, cujo clube você é ídolo e tem uma bonita história?
Ricardinho - Acredito que não. Fiz minha história pelo Joinville e tenho muito orgulho pelo que conquistei lá. Agora estou tentando fazer o melhor pelo Criciúma, onde fui bem recebido e me sinto muito bem.
Guilherme Cajeu - As suas poucas atuações neste Brasileirão devem-se aos inúmeros técnicos que passaram pelo Tigre neste período?
Ricardinho - Não sei se esse foi o motivo, mas fica comigo um sentimento que poderia ser melhor aproveitado, eu sentia que poderia ajudar, mas de fora fica mais difícil. Sempre respeitei a opinião dos treinadores e não tive problemas com nenhum deles.
Guilherme Cajeu - Houve uma grande lista de dispensas. Você concorda com essa atitude da diretoria antes do campeonato acabar?
Ricardinho - Acho normal que se use a base nesse últimos jogos, vários times fazem isso, e sendo assim não teria o porque manter vários profissionais consagrados no clube só treinando e não sendo aproveitados. Lógico que a gente sente por se tratar de amigos, mas também entende a posição da diretoria.
Guilherme Cajeu - Quais os motivos para esta queda acentuada do Criciúma na reta final do Brasileirão?
Ricardinho - Na reta final dos campeonatos, os times aumentam o seu rendimento, se entrosam e se tornam mais fortes, mas a gente não soube entender esse momento e fomos superados pelas equipes que vinham melhor em todos os sentidos.
Guilherme Cajeu - Como você enxerga seu futuro dentro do elenco do Tigre em 2015?
Ricardinho - Espero que eu possa continuar, que o Criciúma monte uma boa equipe para 2015, e que possamos voltar a elite em 2016. Temos que entender que o futebol não dá tempo de lamentar, temos que pensar para frente e trabalhar. Sinto pelo clube, pelos jogadores que tentaram até o fim, pela diretoria que nos deu todas as condições e principalmente pelos torcedores que sempre lotaram o nosso estádio, que 2015 possa ser um ano melhor, com vitórias e a volta a Série A.
[perfect_quotes num=”1″ cat=”4750″]
Preserve o jornalismo e cite a fonte ao copiar. Se diploma não vale nada, a ética deve servir. Pelo bem do jornalismo. Equipe Redação em Campo.
Guilherme Cajeu
Radialista, cursando Jornalismo, tenho um carinho enorme pelo JMalucelli e sou amante do futebol paranaense, catarinense e gaúcho.


