sexta-feira , 26 dezembro 2014
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ONG Futebol de Rua: Promovendo esporte e cidadania
Foto: ONG Futebol de Rua.

ONG Futebol de Rua: Promovendo esporte e cidadania

Promover a inclusão social através do esporte. Este é o principal objetivo da ONG Futebol de Rua criada por Alceu Neto no ano de 2006 na comunidade de Heliópolis em São Paulo. Atualmente a ONG conta com diferentes núcleos no Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro e atende cerca de 500 crianças.

Alceu Neto conversou com o Redação em Campo sobre o projeto. “Surgiu a ideia de um futebol bonito, sem falta, que incluísse todo mundo, as meninas, pessoas com deficiência, que não fosse um futebol exclusivo com são hoje as escolhinhas. É um futebol que estimula o fair- play, o drible vale mais que gol,onde os times podem ser mistos”, explica Neto.

As atividades realizadas pelas crianças vão além da prática do esporte, promovem a cidadania, agregam valores como o respeito ao próximo. “O Futebol de Rua é esportivo educacional. Toda nossa metodologia foi desenvolvida com um professor de educação física e um pedagogo. Trabalhamos o que o pedagogo trabalha em sala de aula tentamos levar para dentro da quadra de futebol. O professor de educação física assiste a aula do pedagogo e tenta aplicar os mesmos conceitos na hora do jogo.”

Foto: ONG Futebol de Rua.

Foto: ONG Futebol de Rua.

O fair- play é a regra número um do futebol de rua e dentro da quadra significa o jogo limpo. Na ONG este conceito é tratado como primordial e tem um alcance que vai além das quadras. “É proibido fazer falta, mentir, falar palavrão. Dentro desse conceito ampliamos para vários valores. Usamos também o fair- play fora de campo, exigimos dos meninos uma melhora nas notas, no comportamento na sala de aula, o relacionamento com os amigos e família, para isto conversamos sempre com as escolas que participam o projeto”.

As crianças disputam campeonatos como as copas de futebol de rua e também a Copa Coca-Cola, Copa Danone que são da modalidade de futebol normal. Entretanto foco da ONG não é revelar talentos para o futebol profissional e sim contribuir para a integração e formação cidadãos. “O que a gente faz é realmente inclusão, educação, apoio. É mostrar a eles os direitos e deveres que eles tem, usamos o futebol porque sabemos que é uma ferramenta eficaz para promover a cidadania.”

Segundo Alceu, a ONG se mantém através das empresas que investem no projeto. Muito pouco do dinheiro vem através de doações. Em Curitiba com uma média de 315 crianças, a ONG possui núcleos no CIC, Boa Vista, Campo Comprido, Santa Candida, Pinheirinho, Centro, Cajuru e Uberaba. As crianças podem participar de forma gratuita. Basta procurar um núcleo dentro das escolas mais próximas e ter comprometimento. “A participação é importante porque temos uma meta para cumprir, acompanhamos a criança e sua evolução e também temos que prestar conta do dinheiro porque é público, então a frequência é importante”, conclui Alceu.

Preserve o jornalismo e cite a fonte ao copiar. Se diploma não vale nada, a ética deve servir. Pelo bem do jornalismo. Equipe Redação em Campo.

Sobre Aryane Monteiro

Aryane Monteiro
Cursando Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica-PR. Mais do que apaixonada por esporte, sou apaixonada pelo modo como ele é presente na vida das pessoas. Amante de fotografia e literatura. Viciada em espanhol. Um dos meus maiores prazeres é escrever, porque pra mim as palavras são vida.
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