Dar tempo ao tempo. Eis uma expressão que ratifica o sentido de paciência. Também pode traduzir um pouco a relação entre o futebol e o aposentado Altair Zanella. Os números e as datas foram se misturando com o passar dos anos para o senhor de 73 anos, que é um dos fundadores da Associação Chapecoense de Futebol.
Quando ajudou a definir o estatuto e montar a ata de fundação da Chape, em 10 de maio de 1973, Zanella não imagina que viveria fortes emoções 41 anos depois. No último domingo, 02 de novembro de 2014, o senhor de cabelos grisalhos pode acompanhar de perto o jogo entre Flamengo e Chapecoense pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro, no Maracanã. “Nunca imaginei que isso poderia acontecer. Quem poderia pensar que a Chapecoense hoje estaria entre os grandes”, revelou.
Seu Zanella nunca deixou de apoiar o Verdão. Nos jogos em casa é presença certa. E no domingo realizou um sonho.“No ano passado disse ao Sandro (Pallaoro) que se a Chapecoense subisse para a Série A, eu gostaria de acompanhar o time num jogo fora de casa. E hoje o presidente permitiu eu viver esse momento”.
Para o presidente da Chapecoense, nada mais do que uma justa homenagem. “É um gesto simples, de reconhecimento pelo que o Zanella fez pelo clube. A Chapecoense deve isto a ele e aos demais fundadores”, reverenciou Pallaoro.
A última vez que Altair Zanella havia visitado o Rio de Janeiro foi em 1968, antes mesmo de fundar a Chape. No fim de semana ele voltou a capital carioca, acompanhou a delegação desde saída até o retorno a Chapecó, conheceu o novo Maracanã e ao lado da filha Maria Tereza, que mora no Rio, pode torcer pelo Verdão.
O resultado contra o Flamengo não foi o esperado e seu Zanella saiu chateado do Maracanã. Porém, a recordação não foi toda ofuscada. Afinal, o fundador da Chape participou de mais um momento histórico do clube.
Com informações de Cleberson Silva/Assessoria ACF
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