domingo , 26 outubro 2014
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Destaque do Kindermann, Djenifer Becker fala sobre a carreira, seleção e o clube
Djeni é destaque tanto no clube quanto na seleção Sub-20. Foto: Kindermann / Divulgação

Destaque do Kindermann, Djenifer Becker fala sobre a carreira, seleção e o clube

Djenifer Becker, ou Djeni, de 18 anos, é titular do Kindermann e da Seleção Brasileira Sub-20. O clube está na segunda fase do Brasileiro Feminino e a volante é um dos destaques da campanha do time na competição, além disso ela também disputou a Copa do Mundo Feminina Sub-20, que aconteceu no Canadá no mês de agosto, e foi premiada pela FIFA como melhor jogadora da partida contra a China, logo na abertura.

Em entrevista com o Redação em Campo, a jogadora falou sobre a sensação de jogar pela seleção, como faz para conciliar futebol e estudo, o dia a dia no clube e outras curiosidades sobre a carreira.

RC - Como foi a experiência de jogar uma Copa do Mundo e ser premiada como jogadora da partida logo na abertura?

Então, primeiramente disputar uma copa do mundo é o sonho de qualquer jogador/jogadora de futebol, representar seu país e vestir a amarelinha é algo que não tem preço. E em questão de logo na primeira partida ser considerada a melhor pelos analistas da Fifa , é algo que me deixa muito orgulhosa, mas confesso que nem pensava nisso , e sim em atuar bem para ajudar a equipe a sair com a vitória.

RC - Quais são seus planos para o futuro no futebol?

Hoje é difícil de falar em um bom futuro, pensando somente em futebol, afinal a maioria das mulheres que jogam futebol, jogam por amor, pois é complicado a questão da valorização, salários, etc. Todas sonham em conquistar títulos pela seleção , e comigo não é diferente.

RC - Quem mais te inspira na carreira futebolística?

Falando da minha modalidade quem me inspira muito é a Formiga, que já tem uma história e títulos fantásticos no futebol feminino, é uma excelente jogadora!

RC - Como você faz para conciliar estudo/clube/seleção?

Enquanto estamos servindo a seleção é um pouco difícil conciliar tudo, as vezes perdemos jogos pelos clubes, perdemos aulas, mas não vejo como algo que perdi e sim algo que estou aproveitando que pode ser passageiro.

RC - A partir de quando decidiu ser jogadora? Desde quando você joga no Kindermann?

Jogo bola desde criança, então sempre quis ser jogadora, mas não sabia se iria conseguir realizar meu sonho, começou dando certo, fui vista jogando campeonatos municipais e fui para o Kindermann em 2010, clube que atuo até hoje.

RC - Como é o dia a dia no Kindermann, os treinamentos e preparação para os jogos?

Mesmo que o futebol feminino não seja profissional, treinamos dois períodos de segunda a sábado, dependendo das competições, dos campeonatos, treinamos no domingo também. Fazemos pré temporada, dia a dia de treinamentos pesados e quando estamos perto dos campeonatos é tirado um pouco o pé do acelerador, para estarmos bem para jogar.

RC - Quais as maiores dificuldades enfrentadas pelo clube até aqui nesse Brasileiro?

O que mais estamos sofrendo é a logística, as viagens se tornam muito pesadas para nosso clube que fica em SC, viajamos 5 horas de ônibus para chegar no aeroporto e viajar mais algumas de avião.. Isso acaba fazendo com que perdemos dia de treino , pois ainda estamos viajando.

RC - Quais incentivos as atletas recebem do clube?

Temos nosso salário, moradia, alimentação e algumas tem bolsa na faculdade.

Preserve o jornalismo e cite a fonte ao copiar. Se diploma não vale nada, a ética deve servir. Pelo bem do jornalismo. Equipe Redação em Campo.

Sobre Patricia Zeni

Patricia Zeni
Aspirante ao jornalismo. Blogueira. Apaixonada por futebol. Torcedora do Arsenal e da Seleção da Inglaterra. Ama o futebol feminino. E amante de Formula 1, MotoGP e Formula Truck.
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