Virou palhaçada
“Virou palhaçada, a arbitragem no Brasil é uma piada!”. Foi sob este coro que Marcelo Moreno converteu o primeiro lance de pênalti absurdo da noite desta quarta-feira (24) no Brasileirão.
É até chato e repetitivo escrever sobre os erros do apito no nosso campeonato, mas também se torna inevitável, uma vez que a cada rodada os inimigos da bola inventam mais e mais formas de deixar o Brasileiro ainda pior. Os craques do apito no país inventam regras, alongam a área e mudam seus critérios como bem entendem.
No primeiro jogo da noite, o árbitro Vinicius Furlan fez tudo para ganhar um sonoro elogio no dia seguinte, levou a partida bem, não abusou das faltinhas e fez o jogo correr. Não fosse “só” a falha de critério ao marcar pênaltis. A penalidade apontada por ele no lance de Germano em cima de Nilton é ridícula, mas se ele entendeu como infração, que assim seja, se utilize do mesmo peso para o outro lado. Não foi assim que ele fez ao Zé Love ser “derrubado” da mesma forma dentro da área cruzeirense já no fim do jogo. Uma lástima.
Ao Coritiba, cabe também menos “chororô” e mais futebol, vontade e organização. Este último, papel de Marquinhos Santos, que não sabe nem a melhor forma de utilizar as peças que tem.
E pra quem reclamava de Marcelo Oliveira e defende o atual técnico justificando que a equipe é fraca, vale lembrar que a dupla de ataque do “time mais vitorioso do mundo” era Aquino e Bill.
Mais tarde, no Morumbi, uma arbitragem tão absurda que é até difícil acreditar. Desta vez o homem da noite foi o senhor André Luiz de Freitas Castro. Pra começar, o apito comandado por este homem marcou um impedimento de forma errada quando Canteros tinha boas condições de marcar para o Flamengo.
Este já seria o bastante para alterar o rumo de uma partida, como acontece em todas as rodadas, mas não satisfeito, o árbitro ainda marcou um pênalti bizarro sobre Alexandre Pato na primeira etapa, convertido por Rogério Ceni e outro ainda mais horrendo no primeiro lance do segundo tempo. Este é até difícil de acreditar. Além da interpretação absurda, o zagueiro Samir, que supostamente cometeu o pênalti, estava muito fora da área. Justiça feita no lance e Paulo Victor defendeu a cobrança.
Para o São Paulo, valeu o ponto conquistado no apagar das luzes, importante na briga pelo G4. Título? Podem parar de sonhar. Para o Flamengo fica a bronca, porque dessa vez o apito foi inimigo.
O grande problema e a grande injustiça na arbitragem do nosso futebol é exatamente essa falta de critérios por parte dos árbitros. O que para eles, é falta, pênalti, mão, em um lance, pode não ser no outro. E mesmo que o juiz siga um critério bem definido, o árbitro de outra partida pode não ter o mesmo pensamento. O que para um é falta, pra outro não. Se estiver sendo apitado por Zezinho, este lance é pênalti e vira uma chance de gol, mas se fosse o Juquinha no apito, não seria nada. Essa falta de padronização e o despreparo afeta o resultado final de um jogo e de todo o campeonato.
Quando quem deveria passar desapercebido é quem mais chama atenção, é porque alguma coisa esta muito errada.
Até quando?
Enquanto for de interesse de gente “maior”.
Toco y me voy!
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