segunda-feira , 8 setembro 2014
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Com salários atrasados jogadores do Avaí fazem Lei de Silêncio e não concentram
Foto: André Palma Ribeiro/Site oficial Avaí F.C.

Com salários atrasados jogadores do Avaí fazem Lei de Silêncio e não concentram

 

O elenco de jogadores do Avaí já está há dois dias sem falar com a imprensa. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (4) por motivo de não pagamento de salários e premiações da Série B. O salário referente ao mês de julho deveria ter sido pago no dia 15 de agosto, o que não ocorreu.

Jogadores treinaram normalmente nesta sexta-feira. Foto: André Palmas Ribeiro/Site oficial Avaí F.C.

Jogadores treinaram normalmente nesta sexta-feira. Foto: André Palmas Ribeiro/Site oficial Avaí F.C.

O coordenador de futebol do clube, Chico Lins, não condena a atitude dos jogadores e diz que a diretoria está se esforçando para quitar a dívida. “É uma forma de chamar a atenção para um problema que é antigo e fomos sempre claros. Esperamos que em 10 dias esteja resolvido tudo para manter o foco apenas na competição” declarou Chico.

O técnico Geninho aprovou a medida dos jogadores, mas com uma ressalva, que isso não prejudique o desempenho do time dentro de campo. “Fiquei sabendo a lei do silêncio ontem, respeito muito a atitude deles, entendo. E como disse a eles, espero que não interfira. E acho que não interferiu, fizemos um excelente coletivo e está todo mundo muito focado” afirmou o treinador.

Além disso, após o treinamento desta sexta-feira o grupo decidiu não concentrar para o jogo de sábado contra o América-RN. O planejado era que os jogadores se dirigissem para o hotel para fazer a concentração como de costume. Porém após o último treinamento, os jogadores pegaram seus carros e deixaram a ressacada. Eles devem se apresentar apenas duas horas antes da partida de sábado.

Geninho deu sua opinião sobre a decisão dos jogadores “Tem que haver a consciência de que a concentração é domiciliar, você tem que ficar em casa, não pode sair. É preciso ter o repouso e muita gente prefere ficar com a família. Agora as atitudes acompanhadas do bom desempenho em campo ficam respaldadas. E em termos de não concentração, muitos times fazem e isso só pode ser feito em casa, mas é uma maneira de ajudar o clube, de repente seja um gasto a menos” explicou o técnico.

Caso a dívida seja quitada ainda nesta sexta-feira, a decisão dos jogadores pode ser alterada.

Preserve o jornalismo e cite a fonte ao copiar. Se diploma não vale nada, a ética deve servir. Pelo bem do jornalismo. Equipe Redação em Campo.

Sobre Sergio Junior

Sergio Junior
Estudante de Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Sempre teve a vida vinculada ao esporte. Apaixonado por futebol e pelo seu time de coração. Encontrou no jornalismo a maneira de falar do esporte.
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