quarta-feira , 27 agosto 2014
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Foto: Robson Vilela/Redação em Campo.

O trabalho que virou hobby: Mônica e o placar do Café

Pouco confortável, Mônica vive emoções em local privilegiado. Foto: Robson Vilela

Faça chuva ou faça sol, se tem jogo do Londrina no Estádio do Café, Antônio Ferreira da Silva está lá. Mas ao contrário dos que vão só para torcer, Mônica, como é conhecido, está sempre presente. Não nas arquibancadas, mas no placar, pois é ele quem marca cada gol feito.

Nascido em Serra Morena, que hoje se chama Cruzeiro do Norte, morou um tempo em Uraí e logo depois foi para Londrina, aos oito anos de idade. Desde jovem é envolvido com o mundo da bola. Já teve escolinha de futebol e ajudava nas categorias de base da Portuguesa. Desse meio, ele destaca as boas amizades que fez e leva até hoje.

Atualmente, Monica é funcionário da SM Sports, trabalhando na manutenção dos gramados do CT, desde que Sérgio Malucelli assumiu a gestão do Londrina. Atualizando o placar do Estádio do Café há quase quatro anos, ele conta que foi convidado pelo gerente da SM na época, já que não havia ninguém para executar esse serviço.

Casos e Causos…

Em todo esse tempo de trabalho, Monica guarda muitas recordações de situações vividas lá de cima, no placar. “Teve uma vez, na segunda divisão, que o Londrina sofreu um pênalti e antes do jogador chutar, eu marquei 1 a 0 no placar, só que no fim das contas, ele errou a batida”, relembra ele que após o pênalti desperdiçado foi chamado de pé frio. “Eu fiz a minha parte. Azar tem o jogador que errou”, finaliza com bom humor.

Das partidas mais emocionantes que assistiu desde que trabalha nessa função, Monica recorda o confronto entre o LEC e o Atlético Paranaense, no estadual deste ano. Segundo ele, foi um dos jogos que mais sofreu. “Aquele jogo me emocionou, até fiquei com medo de me dar um ‘treco’ lá em cima. Chega uma certa idade, que a gente fica com medo de não aguentar tanta emoção”, afirma.

Aposentadoria?

Do trabalho, ele fala com muita alegria que se sente realizado e feliz com o que faz. Não se importando com o dia, a presença dele para marcar os gols no velho e polêmico placar no Café é certa. “Não vejo a hora de chegar o domingo ou dia de jogo do Londrina. Ás vezes deixo até o compromisso de lado. Porque gosto do que faço. Outra que se o Tubarão faz gol a gente explode de alegria lá e já muda o placar rapidinho, agora se é o adversário a gente demora um tempinho”, confessa.

Com 60 anos, Monica não pensa em se aposentar tão cedo e não tem medo do futuro, já que existe um projeto para implantação do placar eletrônico no lugar do atual, antigo e manual. “Torço para que troquem o placar. Já perguntei pro Sérgio Malucelli o que ia acontecer comigo e ele já disse que vou apertar o botão” finaliza ele com uma risada que o acompanha sempre, demonstrando o quanto é simples e feliz.

Preserve o jornalismo e cite a fonte ao copiar. Se diploma não vale nada, a ética deve servir. Pelo bem do jornalismo. Equipe Redação em Campo.

Sobre Pedro Marconi

Pedro Marconi
Curso Comunicação Social na Unopar e trabalho na redação do jornal Folha de Londrina desde 2012. Apaixonado pelo jornalismo, escolhi fazer dessa área meu trabalho e diversão. Nas horas vagas assumo meu posto como coordenador de alguns movimentos ligados à Igreja. E no momento estou com o coração apaixonado...Pelo Tubarão!
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