domingo, abril 20, 2014 1:25 pm
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Volante campeão, Bidia conta a sensação de fazer parte de momento histórico do Londrina
Volante Bidia, um dos destaques alvicelestes. Foto: Site Oficial Londrina Esporte Clube

Volante campeão, Bidia conta a sensação de fazer parte de momento histórico do Londrina

Volante Bidia, um dos destaques alvicelestes. Foto: Site Oficial Londrina Esporte Clube

Elias Bidia, 22 anos, volante nasceu no mesmo ano em que o Londrina foi campeão pela última vez no Estadual. Atleta formado nas categorias de base do LEC, hoje se orgulha em fazer parte desta conquista importante para o clube. Com o Tubarão foi Campeão da Divisão de Acesso em 2011, Campeão do Interior em 2013 e agora Campeão Paranaense em 2014. Sua maior satisfação é ver a alegria que contagiou as ruas de Londrina após o título.

RC - O que incentivou a ser jogador?

Meu sonho sempre foi ser jogador, mas todo menino tem esse sonho e as vezes você não espera que se realize, é sempre um sonho e eu fico feliz de hoje ver que está se tornando realidade.

RC - Há quanto tempo joga no Londrina e quais são seus principais títulos?

Sou atleta da SM Sports há 7 anos e fui para o Iraty em 2008, que na época era o clube que a empresa administrava. Com a troca de administração a SM levou todos os atletas para o Londrina e em 2011 eu disputei o primeiro campeonato pelo clube, fomos campeões da Divisão de Acesso. Em 2013 conquistamos o título de Campeão do Interior e agora em 2014 o título mais importante, o de Campeão Paranaense.

RC - Qual seu maior ídolo? Alguém que te incentive e sirva de inspiração?

Um jogador que me inspira é o Jucilei, volante que jogou no Corinthians. Além de admirar como jogador, admiro fora de campo, é um grande amigo que tive a oportunidade de conhecer em um tempo que fiz teste num time do Rio Grande do Sul. Teve até uma passagem por um time paranaense, além da qualidade como jogador, me inspira por sua índole fora de campo. Mas meus maiores ídolos na vida, são meus pais, que sempre estiveram do meu lado me incentivando, sem dúvidas, são eles.

RC - Qual era sua meta pessoal para o Campeonato Paranaense? Além da meta do grupo, claro, que era o título.

É claro que primeiramente a gente pensa no grupo, mas eu tinha minhas metas pessoais, sim. Você sempre tem como meta fazer um grande campeonato, pra sua equipe ir bem e por conseqüência aparecerem oportunidades pra você poder crescer. O Londrina sempre me acolheu muito bem e eu sou muito grato. Eu não vinha jogando, pois tive uma lesão grave e entrei em campo só contra o Coritiba, tive a oportunidade e agarrei da melhor maneira possível. Por ser criado na casa eu tinha como meta ser campeão, era minha meta pessoal mesmo, eu via que a torcida precisava desse título, a torcida era carente desta conquista.

RC - Depois do jogo contra o Coritiba, você entrou em todos os jogos?

É, entrei contra o Coritiba e não saí mais. Ganhei a condição de titular e não participei apenas do segundo jogo da semifinal, contra o Atlético aqui em Londrina porque fui expulso no jogo em Curitiba. Mas os outros, participei de todos.

Após 22 anos, Londrina ergue a taça novamente. Foto: Robson Vilela/Redação em Campo

RC - Há 22 anos o Londrina foi campeão, e você fez 22 anos agora. Qual a sensação de participar dessa conquista e sentir essa importância, sendo que a última vez você tinha acabado de nascer?

Ah é, né. Quando o Londrina foi campeão eu tinha meses de vida, eu sou de fevereiro, o campeonato geralmente acaba em maio, eu nem sonhava com tudo isso e eles eram campeões já, eu nem imaginava ser jogador de futebol, muito menos que faria parte disso tudo um dia. Pra mim é uma felicidade enorme fazer parte da história do Londrina, um clube que me acolheu da melhor maneira. É uma felicidade muito grande, a cidade toda hoje está vivendo um momento muito feliz. Depois de 22 anos, conquistar esse título, você vê a alegria das pessoas que estiveram lá em 92 acompanhando aquela final e agora estão vivendo isso novamente. Essa nova safra da torcida, jovens, crianças que não tiveram a oportunidade de ver em 92, nós demos a eles a oportunidade de ver em 2014. Essa oportunidade, é algo que vai ficar eternizado na história de todos.

RC - E já caiu a ficha que nem Coritiba, nem Atlético, nem Paraná, mas que vocês são os campeões do Estado?

Olha, até depois do jogo, um dia depois também, você fica naquela: nossa, eu sou campeão! A felicidade é muito grande, você nem acredita. Mas daí vai passando, com o passar dos dias vai caindo a ficha. Aquela sensação de ser campeão é indescritível, não tem igual. Ainda mais que fazia tempo que um time do interior não era campeão, o Paranavaí foi o último há 7 anos. Agora que está caindo a ficha, que fomos campeões, somos campeões e de uma forma tão importante pra história do Londrina, com jogos difíceis, revertendo resultados que ninguém acreditava que seria possível, então é algo que só quem presenciou, fez parte, sentiu sabe o que é, vai ficar guardado na memória de todos nós. Aqui é Londrina!

“O mais emocionante pra mim, foi sem dúvida o da final em Maringá”. Foto: Robson Vilela/Redação em Campo

RC - Foram vários jogos importantes, emocionantes. Pra você qual foi o que mais marcou?

O mais emocionante pra mim, foi sem dúvida o da final em Maringá. A decisão foi para os pênaltis, nós erramos o primeiro e ainda assim saímos de lá campeões. Foi demais. E o jogo contra o Atlético, por ser algo atípico, nós tomamos 3 a 1 fora, tomamos um gol em casa e fizemos 4. Não é todo dia que se consegue uma classificação assim né?

RC - E daqui pra frente, quais as suas expectativas? Continua no Londrina? O que o Bidia almeja pro futuro?

Eu sou jogador do Londrina ainda, não chegou nada até mim que diga o contrário. Então vou seguir com o trabalho aqui, dentro do planejamento do clube que tem a Série D do Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil. O objetivo é subir o Londrina para a Série C, continuar passando de fase na Copa do Brasil, então o foco é totalmente no Londrina e buscar os objetivos do clube.

Preserve o jornalismo e cite a fonte ao copiar. Se diploma não vale nada, a ética deve servir. Pelo bem do jornalismo. Equipe Redação em Campo.

 

Sobre Thays Zeni

Thays Zeni
Quase Jornalista, apaixonada por futebol. Comentarista esportivo na RadioWeb da Unibrasil. Viciada em chocolate, Bob Esponja, candy crush, filme de terror e fotografia. Fascinada e fã do futebol de base, futebol com emoção, do Ronaldinho Gaúcho, Machado de Assis e Rubem Braga.
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