O empate de 2 a 2 com o J. Malucelli frustrou a cúpula paranista. Porém, o motivo não foi a atuação da equipe e, sim, da arbitragem.
Após o apito final, dirigentes do clube invadiram o gramado para protestar contra o árbitro Adriano Milczvski. Alex Brasil (gerente), Fernando Leite (supervisor), Rubens Bohlen (presidente), Paulo Cesar Silva (vice-presidente) e seu filho foram em direção ao quarteto e só acabaram parados pela proteção policial.
O Tricolor reclama de, pelo menos, dois pênaltis não dados. Um em cima de Reinaldo e outro de Alex Alves, ambos no segundo tempo. Na primeira etapa, dois lances em que Luisinho participou também geraram contestações.
Outro que não gostou da atuação foi o técnico Toninho Cecílio que, mais uma vez, foi expulso da partida. “Hoje eu fui de novo. Se quiserem, me expulsem na rodada seguinte. Só não prejudiquem o meu time”, declarou em tom revoltado.
De acordo com as declarações de PC Silva, o Paraná vai entrar com recurso na comissão de arbitragem. “Ele não apita mais jogo nosso”, finalizou.
Caso parecido
Ano passado, na derrota por 4 a 3 contra o Vitória, os dirigentes paranistas também invadiram o gramado. Na ocasião, Alex Brasil e Fernando Leite - juntamente com jogadores - reclamaram do árbitro Felipe Duarte Varejão.
O lateral Fernandinho foi punido em quatro jogos, enquanto os dirigentes levaram 45 dias de suspensão. Quase um mês depois, o departamento jurídico do clube conseguiu a absolvição de todos.
Partida sem TV
O confronto de quarta-feira não teve a transmissão do canal fechado PFC. O fato de não ter visto a partida revoltou muitos torcedores que não puderam comparecer ao Ecoestádio.
De acordo com o twitter do repórter Rogério Tavares, da Globo, isso não ocorreu devido ao acordo entre Paraná com o canal. O Tricolor só liberou o televisionamento em partidas dentro da Vila Capanema ou quando é transmitida, fora de casa, pela Rede Paranaense de Comunicação (RPC).
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Pelo bem do jornalismo. Equipe Redação em Campo.