Ano em que o Rio Branco completa 100 anos de existência. A nova diretoria do clube desde o ano passado vem se planejando. O ex-vice prefeito de Paranaguá, Fabiano Elias, foi aclamado presidente do clube. Investimentos seriam feitos em virtude das comemorações do centenário. Montar um time competitivo era o plano para que um dos times mais queridos do estado viesse deslanchar no Campeonato Paranaense.
Entre jogadores conhecidos da torcida e do restante do estado foram contratados. Chegaram ao clube mais de 20 atletas. Entre eles, Rodrigo Café, Rafael Muçamba e Marcelo Tamandaré. Estes já passaram pelos principais clubes de Curitiba e eram as esperanças dos torcedores alvirrubros do Litoral. Além de Élvis e Massaro, que já tiveram passagens pelo clube no passado e que nem fazem mais parte do elenco.
Para comandar todo esse time foi contratado o técnico Gassen Salin Youssef. Foi ele o responsável por toda a pré-temporada dos jogadores. Montou o time para o Estadual. Teve uma ótima oportunidade de ver seus atletas jogando pra valer antes do Paranaense. A sua equipe enfrentou o bom time do Joinville num jogo treino em Paranaguá. A torcida estava empolgada, compareceu e o Gigante do Itiberê e viu o Rio Branco ser derrotado. “Está tudo bem… É preparação… Faz parte… O time vai melhorar…” Esse era o discurso dos jogadores e da comissão técnica.
Até que chegou a hora de estrear no Campeonato Paranaense…contra o limitado time Sub-23 do Atlético-PR, em Curitiba.
Era a chance de começar bem o campeonato, vencendo, mostrar a todos que o Rio Branco era o time que iria incomodar a todos. Com um empate contra o “Ventania”, o jogo pela segunda rodada seria importante para o time vencer pela primeira vez e com o apoio da torcida. Mas com um time perdido em campo e sem esquema tático, o Leão foi engolido pelo “Tubarão” de Londrina por 6 a 0. A diretoria agiu rápido e dispensou o técnico Gassen após a humilhante derrota.
Para o lugar de Gassen, a diretoria trouxe um treinador de ponta no Estado. Amauri Knevitz, campeão paranaense em 2007 comandando o Paranavaí. Logo na estreia, mais um resultado frustrante. Um zero a zero com o Toledo em casa. O técnico mudou e deu uma chacoalhada no time. Os jogadores pediram calma, e a vitória veio em boa hora em Rolândia sobre o Nacional. Os ares de tranquilidade parecia que estava retornando a Paranaguá.
No jogo seguinte, mais um empate sofrido com o Operário. E neste meio de semana, mais uma derrota. Jogando muito mal, o Rio Branco não se achou em campo durante os 90 minutos contra o J.Malucelli. Atacantes como Bahia e Marcelo Tamandaré estiveram sumidos no ataque. A zaga, perdida em campo, bateu cabeça nos dois gols do Jotinha.
E poderia ter sido mais.
Os torcedores no Litoral estão preocupados com esse time. Logo no ano do centenário do clube. O que seria motivo de festa está sendo de apreensão. A diretoria segue reformando o Estádio Nelson Medrado Dias, a Estradinha. A ideia é que o Rio Branco mande os seus jogos no 2º turno do Paranaense.
Casa cheia, alçapão, pressão da torcida poderia assustar os adversários. Mas antes disso é preciso um time equilibrado, pois é o mais indisciplinado da competição até aqui. Foram 4 expulsões em seis rodadas. Mais uma vez, o técnico Amauri Knevitz terá que dar mais vibração a esse time nas próximas rodas.
Pois se não, a tão almejada vaga para a Série D do Brasileirão ir para os ralos.
E o que poderia ser festa, ser um vexame do tamanho de Paranaguá. Em pleno ano de seu centenário.
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William Ramos é jornalista e repórter do Redação em Campo desde 2012.
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