O Redação em Campo abre a temporada de entrevistas trazendo um paranaense que espera estar na “ponta” novamente do Estadual em 2013. Natural de Rondon, no Noroeste do Paraná, Marcelo Rangel Rosa, de 24 anos, goleiro do Cianorte é o nosso entrevistado. Ele, que é apontado pela torcida como um dos trunfos do Leão do Vale, e que foi destaque ainda jovem nas categorias de base da equipe, conta como iniciou a carreira, os problemas de uma lesão em 2011 e a expectativa para o Campeonato Paranaense. Confira:
Você começou nas categorias de base do PSTC de Londrina, teve uma rápida passagem pela base do Atlético-PR, chegou à base do Cianorte no ano de 2005, subiu para os profissionais do Cianorte em 2007, foi emprestado para a Chapecoense em 2010, depois retornou ao Cianorte onde está até hoje. Por que escolheu a carreira de jogador? E por que goleiro?
Marcelo: Assim como todas as crianças, sempre tive o sonho de jogar futebol, desde pequeno gostei muito. A partir disso sempre treinei buscando realizar o sonho de ser um jogador profissional. E quanto à posição de goleiro, acredito que é um dom que Deus me deu. Sempre gostei de ir para o gol nas brincadeiras de criança, acredito que seja instinto mesmo.
Como iniciou sua carreira? Com quantos anos? Tinha um ídolo quando começou ou tem até hoje um ídolo?
Marcelo: Fui morar em Rolândia com 11 anos, onde treinei na escolinha da prefeitura com o professor Mila. Em meu primeiro campeonato com a escolinha chegamos a final contra o PSTC, e após o jogo recebi um convite do professor Jair Machado para ir pro time londrinense, e foi lá que dei meus primeiros passos rumo ao futebol profissional. Desde pequeno meu ídolo foi o Taffarel, muito por conta das Copas de 94/98.
Você foi revelado nas categorias de base do Cianorte. Como chegou ao clube? Quais pontos você destaca deste período, campeonatos, conquistas? Você foi titular?
Marcelo: No Campeonato Paranaense Juvenil de 2005 joguei pelo PSTC contra o Cianorte, e um dos diretores do Leão do Vale, Luís Carlos Bersani, me convidou para fazer parte do trabalho que era realizado nas categorias de base, onde conquistei a Copa Tribuna de Juniores em 2007, como goleiro menos vazado da competição.
Como foi a transição da base para o profissional? Há relatos que muitos atletas sentem certa insegurança ao subir da base para o profissional, pois às vezes encontram em campo, ou até no próprio time, um jogador mais de renome, mais experiente. Houve alguma dificuldade para você?
Marcelo: Foi tranquilo, aconteceu naturalmente, o titulo que conquistei na base me credenciou a chegar à equipe profissional no mesmo ano. Quando cheguei ao profissional o goleiro era o Adir (Adir Kist, atual gerente de futebol do Cianorte), que havia acabado de retornar do futebol português, o mesmo sempre me passou confiança e tranquilidade para desenvolver meu trabalho.
Em 2011, você passou por um período difícil, de lesões e acabou afastado dos gramados por um tempo. Como foi isto, como foi a sua recuperação?
Marcelo: Com certeza foi o pior momento da minha carreira ate agora, até porque estava em minha melhor fase em todos os aspectos, o time estava com grandes chances de acesso na Série D de 2011, foi muito difícil ficar de fora naquele momento. Fiquei sete meses em fase de recuperação, mas graças à estrutura do Cianorte eu consegui fazer os tratamentos com ótimos profissionais, isso ajudou muito no meu retorno aos gramados.
Você é apontado pela torcida como a grande “figura”, um símbolo do Cianorte e muito respeitado. Humildade, espírito de grupo, talento, concentração. Você acha que existe uma fórmula mágica que pode trazer resultado em campo?
Marcelo: O Cianorte é um clube no qual tenho muito carinho, foi onde tive oportunidade de me profissionalizar e ser campeão (Campeão Paranaense do Interior de 2011). O clube dá totais condições para o atleta desempenhar um bom trabalho, e eu procuro retribuir isso trabalhando honestamente e dando meu máximo dentro de campo. Para as vitórias não existe formula mágica, mas sim muito trabalho e Deus a frente de todas as coisas.
Qual a sua expectativa para o ano de 2013? Você se sente um profissional realizado? Por que?
Marcelo: Este ano [2012] as conquistas bateram na trave, mas aprendemos muito e nos tornamos ainda mais fortes na busca dos objetivos para 2013. Me sinto realizado em fazer parte do clube que hoje é uma força do Estado. Temos ótimos jogadores e uma comissão técnica competente. Pode ter certeza que o Cianorte vai brigar pela ponta novamente.
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