Técnico Paulo Turra fala do seu trabalho no Cianorte

Foto: Eduardo Bispo/ Redação em Campo

Depois de uma temporada bastante produtiva a frente do Cianorte Futebol Clube, o técnico Paulo Turra respondeu algumas perguntas feitas pelo Redação em Campo, na qual falou do trabalho desenvolvido pelo clube, dos planos para o futuro e de sua experiência no futebol.

 

Turra, que foi eleito o melhor treinador do interior do Estado no Paranaense 2012, iniciou sua trajetória como auxiliar no Novo Hamburgo (RS), passando para interino e sendo efetivado no cargo. Dali por diante, surgiu mais um técnico promissor para o futebol brasileiro.

 

Em 2010, trabalhou no Esportivo (RS), Glória (RS), Brusque (SC), Brasil de Pelotas até chegar ao Cianorte em 2011. Desde então, começou a implantar sua filosofia de trabalho, sempre muito tranquilo e com uma equipe ofensiva, os resultados foram aos poucos aparecendo.

 

Em 2012, apesar de perder o título do interior para o Arapongas, continuou prestigiado. Na Série D o clube fez a melhor campanha da sua história, mas no jogo decisivo acabou outra vez eliminado, pelo Mogi Mirim. Mesmo assim, a moral de Turra continuou elevada e ele será novamente em 2013 o comandante do Leão do Vale, em busca de estampar no peito uma faixa de campeão.

 

Na assinatura da renovação até o fim do Estadual 2013, Turra enalteceu o clube. “Fiquei muito satisfeito com o trabalho que fizemos aqui em Cianorte. Agradeço a direção de futebol do time que apostou no meu nome e deu a oportunidade de trabalhar com boas condições e uma boa equipe”, avaliou.

 

Veja a breve entrevista feita com o técnico do Cianorte Futebol Clube, Paulo Turra.

 

Paulo Turra, à esquerda, feliz com a renovação. Foto: Andye Iore/ Assessoria de Comunicação Cianorte FC

Você cita como exemplo a estrutura e organização do Cianorte para a continuidade do seu trabalho. Pode fazer uma breve descrição dessa organização?

 

Turra: É um clube bem organizado em todos os setores, um clube funcional com uma filosofia bem definida, com seus objetivos traçados e em cima disso fica mais fácil para eu como técnico dar continuidade ao trabalho.

 

A dobradinha com o diretor de futebol, Adir Kist, ajuda o Cianorte a procurar bons jogadores e se planejar antecipadamente? Como são feitas as contratações de novos jogadores? Quem decide?

 

Turra: Ajuda muito sim, pois além de o Adir ser um ótimo profissional, entende de futebol. Em outubro já estávamos preparando a época de 2013. Os reforços são contratados em sintonia com indicações de ambas as partes.

 

Você trabalha também com as categorias de base do clube? Como funciona a avaliação dos atletas da base para subir para o profissional? Em seu tempo a frente do Cianorte, quantos atletas já levou para o time principal?

 

Turra: Eu gosto muito de trabalhar com atletas da base, e em cima disso fiz uma avaliação do campeonato paranaense sub-18. Temos da base os seguintes atletas: Gil, Lindóia, Maikom, Raul, Bruno, Jean e Lucas, são todos atletas com qualidade interessante que precisam ser trabalhados, mas que no futuro podem ser titulares da equipe.

 

Já teve a oportunidade de trabalhar com o Felipão. Como foi o aprendizado, o que da pra extrair em termos de cobrança do treinador para com a diretoria, sobre reforços, organização do clube?

 

Turra: Trabalhei sim e foi um grande aprendizado, acompanhei muitos treinos e acima de tudo conversamos muito sobre futebol, táticas, preparações, concentrações, ambiente de trabalho etc.

 

A estrutura disponibilizada é adequada para que se possa desenvolver um bom papel dentro de campo?

 

Turra: A estrutura é funcional, dentro da nossa realidade não sei se existem muitos clubes que oferecem condições iguais a do CFC. E isso aliado à qualidade dos atletas e trabalho de campo, as possibilidades de fazermos grandes campanhas são bem maiores.

 

O que o clube ainda precisa melhorar para se firmar como a 4ª força do futebol paranaense?

 

Turra: Se o clube achar que assim está bom, estará pensando errado. O CFC é um clube pequeno, estrutura funcional que através da sua organização e ambiente de trabalho pode sim num futuro, sempre melhorar ser a quarta força do Estado.

 

_

 

Preserve o jornalismo e cite a fonte ao copiar. Se diploma não vale nada, a ética deve servir.
Pelo bem do jornalismo. Equipe Redação em Campo.

Comentários

comentário(s)