Para sobrevivência, Paraná disponibiliza cotas de revelações

Cota de 2% de Alex Alves custa R$ 60 mil. Foto: Divulgação/Paraná Clube

Com problemas salariais há anos, o Tricolor tenta dar seu “jeitinho” para conseguir pagar comissão técnica, jogadores e funcionários. Ontem, a diretoria paranista achou uma saída já usada entre 2005 e 2007, mas com algumas diferenças.

 

O clube colocou quatro revelações das categorias de base à venda. Entretanto, o Paraná continuará com os jogadores. Luis Carlos, Alex Alves, Marquinhos e Luisinho foram os escolhidos para participarem dessa operação financeira.

 

O Tricolor disponibiliza 25 cotas de 2% para cada atleta, totalizando 100. Cada um tem um preço diferente e, segundo os dirigentes, tudo será muito transparente. Além de empresários, a ideia é de que conselheiros e torcedores ajudem também na compra.

 

Percentual do clube em cada jogador:

 

Luis Carlos: 75%

Alex Alves: 70%

Marquinhos: 70%

Luisinho: 65%

 

Pagamento dos salários

 

A diretoria já iniciou o pagamento do mês de setembro, pois - na reunião que aconteceu na tarde de terça-feira - já negociou 15% do zagueiro Alex e 15% do atacante Luisinho. O primeiro tem sua cota de 2% sendo vendida a R$ 60 mil, enquanto o segundo a R$ 40 mil.

 

Uma parte do mês retrasado foi paga ontem, outra será na sexta-feira e o restante na próxima semana, com a promessa de que outubro também seja quitado.

 

Grupo de Investidores

 

O modelo escolhido pelos diretores é semelhante ao GI, que era comandado pelo antigo diretor de futebol, o Vavá. Porém, vai ser diferente do esquema entre 2005 e 2007, quando o time se classificou para Sulamericana no primeiro ano, para a Libertadores no seguinte, além do título estadual, mas que acabou sendo rebaixado no último.

 

Nesse período, o Paraná também tinha parceria com a empresa L.A Sports, que ajudava na montagem do elenco, fora nas despesas da antiga BASE, e tinha percentuais de atletas. Já num passado recente, quem ajudava na crise paranista era o conselheiro Renato Trombini, que também possui partes de revelações em sua “posse”.

 

Na engenharia criada agora, nenhum dirigente poderá comprar as cotas e o ideal é manter os atletas do clube, só comprando jogadores de fora se ‘sobrar’. “O GI funcionou naquela época, mas acabou sendo muito criticado, pois pessoas de dentro tinha percentuais. Por isso, fomos para uma outra linha”, afirmou o superintendente de futebol, Celso Bittencourt.

 

Com informações do Blog da Nadja.

 

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