Caso Thiago Neves custará multa milionária ao Paraná

Thiago Neves: de lucro ao prejuízo. Foto: Divulgação/Fluminense Football Club

Atualmente no líder e provável campeão da Série A, o Fluminense, o meio-campo Thiago Neves vem rendendo dor de cabeça à diretoria do Paraná Clube. Revelado pelas categorias de base do Tricolor, a jovem promessa foi emprestada - após um bom Brasileirão em 2005 - ao Vegalta Sendai, do Japão.

 

Numa negociação até hoje mal explicada pelo então presidente José Carlos de Miranda, em janeiro de 2006, o clube firmou um contrato que cedia 60% dos direitos financeiros sobre os direitos federativos à Systema Assessoria Financeira LTDA e, 20% à LA Sports Ltda. Posteriormente foi celebrado um aditivo dentro do contrato, celebrado em julho de 2007, por meio do qual, transferiu dos 20% que restavam ao Tricolor, 12% à LA Sports e 8% à Systema.

 

Sendo assim, o Paraná devia repassar 68% da quantia de R$ 2.340.000,00 que recebeu, quando o atleta rescindiu antecipadamente o vínculo laboral e efetuou o pagamento da cláusula penal. Isso daria, na época, R$ 1.591.200,00. Porém, o Tricolor não o fez.

 

A Systema, então, entrou com um processo contra o clube paranaense e uma ordem judicial do dia 14 de janeiro de 2008 obrigava o repasse do valor citado acima à empresa. O não cumprimento por parte do lado azul, vermelho e branco resultou em uma multa de R$ 6 milhões aos cofres paranistas, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.

 

O descumprimento, que dura mais de quatro anos, ultrapassaria o valor de R$ 50 milhões atualmente. Entretanto, a 19ª câmara Cível do TJ/RJ condenou o Paraná Clube a pagar R$ 9.091.200,00 à Systema Assessoria Financeira, referentes à rescisão de contrato do jogador Thiago Neves com o Tricolor.

 

O processo pode ser acessado aqui.

 

Tentativa de acordo

 

A direção paranista vem tentando diminuir a quantia diretamente com o empresário do jogador, Léo Rabello. Desde que a nova diretoria assumiu, em janeiro de 2012, o clube busca negociar a dívida - o que não ocorreu em gestões anteriores.

 

Em outubro, inclusive, o superintendente Celso Bittencourt e o presidente Rubens Bohlen estiveram no Rio de Janeiro para uma reunião com o empresário. A tentativa é de reduzir, pelo menos, pela metade. Apesar da boa receptividade de Rabello e das conversas estarem avançadas, o clube sabe que as negociações vão se estender para o próximo ano.

 

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