Livro Eternos Campeões traz 103 anos de história do Coritiba

Eternos Campeões (Foto: Guilherme Straube)

Lançado na noite da última quarta-feira, 31, no Museu Oscar Niemeyer, o livro Eternos Campeões faz a alegria dos amantes do Coritiba e do futebol paranaense.

 

Dividido em capítulos que falam sobre os jogadores mais célebres a vestir a camisa alviverde, a obra foi fruto de um esforço realizado pelo grupo Helênicos, que correu atrás de jornais, revistas e entrevistas com pessoas envolvidas no futebol para escolher os fatos que enriqueceram os 103 anos do Coxa.

 

O conteúdo é de impressionar qualquer admirador da pelota. Em Eternos Campeões, é possível encontrar fatos sobre jogadores que defenderam o manto alviverde nas mais variadas épocas - lá estão nomes como o do lendário Pizzatto e até o zagueiro-artilheiro Emerson.

 

Membro do Helênicos, que compreende apaixonados pela história coxa-branca, o pesquisador Guilherme Straube foi um dos que fez Eternos Campeões ganhar corpo e se transformar em uma obra de 480 páginas. Ele conversou com o Redação em Campo e contou um pouco mais sobre o livro.

 

Redação em Campo - De onde veio a ideia da obra? Era um desejo antigo do pessoal do Helênicos?

 

Guilherme Straube - O grupo tem material pra produzir diversos livros sobre o Coritiba. Este foi o primeiro. Nossa intenção é produzir pelo menos mais três livros diferentes, abordando a história do clube sob outros aspectos.

 

RC - Quanto tempo foi necessário pra juntar o material?

 

Straube - Foram quatro anos entre o início e lançamento. Começamos a trabalhar no livro, efetivamente, em Junho de 2008, pra ele sair agora.

 

Capítulo sobre Rafael, arqueiro do título brasileiro de 1985 (Foto: Guilherme Straube)

RC - Na pesquisa, quais os materiais que foram utilizados? Rolou dificuldade em achar informações?

 

Straube - Um sem número de fontes. Desde livros históricos, jornais e revistas de diversas épocas, até depoimentos dos atletas e descendentes. As primeiras épocas foram as mais difíceis de se conseguir material, não só pela menor quantidade de publicações mas também porque as entrevistas foram feitas com os netos dos atletas.

RC - Qual a grande razão para se escrever Eternos Campeões? Quais os critérios usados para selecionar fatos, histórias, os jogadores mais importantes?

 

Straube - O grande motivo foi poder apresentar ao torcedor coxa um pouco mais do passado glorioso do clube. Tentamos abordar um pouco de cada época dos 103 anos, pra selecionar o que havia de melhor dentro de cada uma.

RC - Rolou alguma discordância com os outros colaboradores sobre o que devia entrar ou ficar de fora no texto?

 

Straube - Ah, sim. O grupo é homogêno, mas cada um tem seu ponto de vista. Mas, como somos democráticos, o ponto de vista coletivo acabou predominando. Fomos atrás do que era melhor no ponto de vista histórico do clube.

RC - O que o leitor deverá encontrar nas páginas do Eternos Campeões? Como ele é dividido?

 

Straube - Ele está dividido em 140 capítulos, cada um abordando um atleta. Ah, O torcedor se encantará com o livro, ao poder conhecer ou reviver tantas histórias interessantes sobre os jogadores. O coxa-branca pode esperar uma obra não só para ler, mas também para se emocionar, e principalmente mostrar um pouco da grandeza do clube.

RC - Entre todos, qual o ‘causo’ mais marcante no livro?

 

Straube - Foram diversos. Mas descobrir que um ex-atacante virou goleiro, após ter problemas de pneumonia e não querer abandonar o clube de coração, foi um dos melhores deles, certamente (referindo-se a Egg, que atuou pelo Coritiba entre 1919 e 1929).

 

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Pelo bem do jornalismo. Equipe Redação em Campo.

 

 

 

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