Clássico da Soja: 22 anos de história, paixão e rivalidade

Cascavel x Toledo 1980. Arquivo: Blog Magela na área

O maior confronto do Oeste completou no último dia 13 de julho, 22 anos de história e rivalidade ao longo dos anos. Mas para falarmos deste grande confronto entre Toledo e Cascavel - o Clássico da Soja, considerado por muitos como um dos três grandes clássicos do Estado – perdendo apenas para o Atletiba e o Clássico do Café (Londrina e Grêmio Maringá), teremos que voltar no tempo, no exato ano de 1979, época que a rivalidade entre estas equipes surgiu.

 

Em 1979, quando o Toledo importou 11 jogadores e a comissão técnica do antigo Pinheiros, (que mais tarde se fundiu ao Colorado para formar o Paraná Clube), o clube da capital, na época, havia se licenciado da disputa do Campeonato Brasileiro e aceitou a proposta do Porco. O personagem mais conhecido era o técnico Lori Sandri. Com ele, vieram para Toledo dois atacantes perigosos: Vaquinha e Paulinho, que mais tarde passou a ser conhecido como Paulinho Cascavel.

 

O time do Toledo havia subido para a Primeira Divisão e queria competir em igualdade com as principais forças do futebol do Paraná. O Cascavel subiu para a principal divisão do futebol do Estado em 1980, quando efetivamente começou a grande rivalidade. No primeiro jogo vencido pelo Cascavel no Ninho da Cobra por 2 a 1, um episódio ganhou repercussão nacional. Vaquinha, que fez o único gol toledano da partida, comemorou dançando com a bola no meio de campo e provocando a torcida da Serpente. O árbitro teve alguma dificuldade para reiniciar a partida por conta da dança do Vaquinha, que virou matéria no Fantástico da Rede Globo de Televisão. Após este episódio, a rivalidade só aumentou.

 

Cascavel EC 1980. Arquivo: Blog Historiador Marcelo Dieguez

Ao todo, contando amistosos e partidas oficiais, o Clássico da Soja foi realizado 40 vezes. São 14 vitórias do Toledo, 15 empates e 11 triunfos do Cascavel. O Porco também se equivale no número de gols, sendo 38 contra 36 da Serpente. O primeiro confronto ocorreu no dia 13 de julho de 1980, no Ninho da Cobra, com vitória do Cascavel por 2 a 1. O último confronto foi pela Divisão de Acesso em 2011, na data de 14 de julho, onde a vitória foi do Toledo por 1 a 0 no Olímpico Regional. Dentre os principais jogos o torcedor cascavelense não se esquece da goleada do Cascavel por 4 a 1 em 1985, maior resultado dos confrontos disputados até hoje. Já o torcedor toledano se lembra do confronto de 2005, no qual a equipe do Toledo venceu por 3 a 1 conseguindo a vaga para a Série A.

 

O atual Clássico da Soja

 

Cascavel 1985. Arquivo: Historiador Marcelo Dieguez

Atualmente, o Clássico da Soja possui personagens diferentes que descrevem esta história. O Porco obtinha-se do nome de Toledo Esporte Clube, e foi fundado em 1983, desaparecendo em 1996, no qual foi extinto. Tinha como principal ídolo, Vaquinha, porém sua história é pouco relatada. Hoje a equipe é chamada por Toledo Colônia Work, fundado em 10 de fevereiro de 2004, fruto de um projeto entre duas grandes empresas do município (Organizações Work Serviços e Cervejaria Colônia – INAB). O clube tem diversos ídolos, como Oliveira, Fabiano, Cleiton, Esquerdinha. Porém o jogador que mais se destaca é o centroavante Ray, maior artilheiro do clube com 61 gols.

 

Já a Serpente, era chamada de Cascavel Esporte Clube, no qual foi fundado em 1979. Tem como principais ídolos os jogadores Paulinho Cascavel e Gustavo Roberto Dias, artilheiro da equipe no paranaense em 1980 com 17 gols. Porém com o desaparecimento da equipe no cenário futebolístico, o clube teve que se fundir com outros dois times, Cascavel SA e SOREC, nascendo assim o Cascavel Clube Recreativo em 17 de dezembro de 2001. Dentre os artilheiros e ídolos, destaca-se o jogador Irineu de 32 anos.

 

Toledo Colônia Work no Paranaense 2012. Foto: divulgação Toledo CW

Porém, o cenário atual do Clássico da Soja não empolga os torcedores de ambas as equipes. As constantes mudanças de nomes e cenário ajudam a explicar o desinteresse dos cidadãos do Oeste. Hoje, o Toledo Colônia Work está na elite do futebol paranaense, realizando campanhas consideráveis.

 

Já o Cascavel Clube Recreativo não vive bom momento. A equipe, que foi rebaixada em 2011 para a Divisão de Acesso, não fez boa campanha em 2012 e permanece na segunda divisão estadual. Um fim triste para um clube tão glorioso.

 

 

 

 

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Pelo bem do jornalismo. Equipe Redação em Campo.

 

 

Comentários

comentário(s)

2 respostas a Clássico da Soja: 22 anos de história, paixão e rivalidade

  1. Wanderley Graeff

    O primeiro time a representar Toledo, nos anos 80, era o TOLEDO FUTEBOL CLUBE, que mais tarde deixou o futebol profissional, continuando a sua trajetória como clube social. Disputou o Camp. Paranaense até 1985.
    Em 1986, foi fundado o Toledo ESPORTE Clube.

    Sou jornalista e acompanho o Clássico da Soja desde a primeira edição.
    Fui fundador e diretor de Futebol do Toledo Esporte Clube, assim como acompanhei as reuniões que, em 1979, resultaram na fundação do Cascavel ESPORTE Clube. Na época, atuava no Dpto. Esportes da TV Tarobá, ao lado de Fernando Gomes..

    att.

  2. gilberto nunes de sousa

    tentei sorte no cascavel no ano de 1985, tinha um belo time, fiz grandes amigos, afinal sou paulista e fui muito bem recebido pelos paranaenses, além de ter conhecido naquele ano o goleiro maizena,onde mais tarde curti ela jogando o campeonato pernambucano e brasileiro pelo sport recife o volante capitão que brilhou na portuguesa de saõ paulo, e tb um centroavante de nome silvio que era um bela promessa do time, pena que a parte fisica devido as contusões não permitiu uma vida longa, no futebol, hoje moro no nordeste e sempre fico ligado neste assuntos esportivos do classico da soja, ao grande amigo Wanderley Graeff um abraço…

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