Nesta segunda-feira (6), o Coritiba será julgado pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), no Rio de Janeiro, por três irregularidades que aconteceram no segundo jogo da final da Copa do Brasil contra o Palmeiras. Estão em pauta o atraso da partida, a expulsão do zagueiro Pereira e o laser disparado pela torcida coxa-branca contra alguns jogadores. O julgamento está marcado para as 18h.
No caso do atraso, Coritiba e Palmeiras serão julgados, enquadrados no artigo 206 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), sobre “atrasar o início da realização de partida ou deixar de apresentar a sua equipe em campo até a hora marcada para o início ou reinício da partida”. A pena varia de R$ 100 a R$ 1 mil por cada minuto de atraso - na ocasião, foram 15 minutos.
Já o zagueiro Pereira, expulso naquele jogo, está sendo julgado por infringir o artigo 250 (praticar ato desleal ou hostil) do CBJD. Reincidente, o defensor pode pegar de uma a três partidas de suspensão no Campeonato Brasileiro em caso de punição. ”A defesa vai fazer o melhor possível, mas existe certa preocupação por ele ser reincidente e, caso haja punição, a pena poderá ser majorada”, explicou o advogado Itamar Côrtes, responsável pela defesa do Coritiba no julgamento.
Sobre o laser disparado pela torcida coritibana, o clube foi denunciado no artigo 213 (deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir: desordens em sua praça de desporto). Neste caso, o Coxa pode ser punido com uma multa de até 100 mil reais. ”Já houveram casos de punição a algo assim, mas vamos procurar mostrar que não houve interferência na partida, que não precisou ser paralisada”, disse Côrtes.
Com informações de Julia Abdul-Hak - Backstage Comunicação.
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